Monografia – Centro de Convivência para o Idoso

junho 28, 2011

CENTRO UNIVERSITÁRIO METODISTA IZABELA HENDRIX

CURSO DE GRADUAÇÃO ARQUITETURA

E URBANISMO

 

 

 

 

Daniele Cristiane Valim

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CENTRO DE CONVIVÊNCIA PARA O IDOSO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Belo Horizonte

2011

 

 

 

 

 

Daniele Cristiane Valim

 

 

 

 

 

CENTRO DE CONVIVÊNCIA PARA O IDOSO

 

 

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como exigência para obtenção do grau de bacharelado em Arquitetura e Urbanismo no Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix.

 

 

 

Orientadores: Karine Carneiro e Natalia Arreguy

 

 

 

 

 

Belo Horizonte

2011

AGRADECIMENTOS

 

            Agradeço a Deus, por ter iluminado meu caminho e me dado forças para que pudesse concluir mais uma etapa de minha vida;

            Ao meu pai, Luiz Carlos, por toda dedicação e amor dispensados, e seu lindo exemplo como pai dedicado, amigo e batalhador;

            A minha mãe Lucia, por ser tão integra e amiga, pelo apoio e amor incondicional. Agradeço aos meus pais por todos os momentos em que estiveram a meu lado, não me deixando desistir, e me incentivando sempre a seguir em frente;

            Ao meu amado filho Gabriel, que encheu de alegria a minha vida, mostrando que ela acontece a cada momento através do amor mais sincero que pode existir. Obrigada também, meu filho, por compreender a minha ausência em alguns momentos;

            Ao meu noivo, e sempre melhor amigo, João Marcelo, pelo incentivo e confiança na minha capacidade e por sua compreensão, já que por muitas vezes tive que trocar os nossos passeios por visitas à obras e cidades históricas, em nome de minha nova profissão;

            A minha querida e saudosa irmã, Lisiane (in memorian), que mesmo não estando mais entre nós, está sempre viva dentro do meu coração;

            A todos os anjos que Deus colocou em minha trajetória, e que sei que posso chamar de verdadeiros amigos: querida Alexandrina, obrigada pelo desprendimento e entrega; Aldo, Maira e Natalia, vocês brilharam. Anna Julia e Felipe, meus sobrinhos do coração.

            Aos amigos que fiz durante o curso, pela verdadeira amizade que construímos, em particular aos que sempre estiveram a meu lado, recebam o meu especial agradecimento. Sem vocês essa trajetória não teria sido tão prazerosa.

            As minhas orientadoras, Karine e Natalia, pela dedicação e por todos os ensinamentos ofertados durante a execução da monografia.

            A todos os professores do curso, pela paciência, e pela forma especial com que cada um contribuiu para a conclusão deste trabalho, e para a minha formação profissional.

                       Por fim, quero agradecer a todos os meus amigos e familiares pelo carinho e compreensão com os momentos em que me ausentei, em nome da dedicação aos estudos;

            A todos que contribuíram direta e indiretamente para a conclusão desse trabalho, o meu eterno e carinhoso agradecimento.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

RESUMO

 

 

            O Projeto ora apresentado tem o objetivo de melhorar a qualidade de vida da população idosa visando à inclusão social, assegurando a saúde, o lazer e bem estar, retardando o envelhecimento e garantindo sua dignidade. Propondo assim, a criação de um Centro de Convivência na cidade de Rio Acima / MG, favorecendo a convivência dos indivíduos para o desenvolvimento de suas potencialidades artístico e cultural, melhorando o acesso aos bens e serviços da comunidade.

Palavras-chaves: Inclusão Social, Idoso.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SUBSTRACT

The project presented here aims to improve the quality of life of the elderly population with the aim of social inclusion, ensuring the health, leisure and well being, slowing the aging process and ensuring their dignity.
Thus proposing the creation of a Center for Coexistence in Rio Up / MG, favoring the coexistence of individuals to develop their artistic and cultural potential, improving access to goods and services in the community.

Keywords: Social Inclusion, Elderly.

 

SUMÁRIO

1        INTRODUÇÃO.. 2

2        METODOLOGIA.. 2

3        PROBLEMA.. 2

3.1       Desenvolvimento Fisiológico. 2

3.2       Diretrizes do Corpo de Bombeiros. 2

3.3       Mapa Mental 2

4        SOLUÇÃO.. 2

5        O LUGAR.. 2

5.1       História de Rio Acima. 2

5.2       Dados Sobre Rio Acima. 2

5.3       Localização Região Metropolitana de Belo Horizonte. 2

5.4       Legislação. 2

5.5       Zoneamento no qual o Terreno está Inserido. 2

5.5.1       De acordo com a Lei de Uso e Ocupação do Solo a Zona Urbana da cidade de Rio Acima – ZUR Rio Acima deve seguir as seguintes regras: 2

5.6       – Índice Urbanísticos para Ocupação do Solo na ZUR.. 2

5.6.1       Parâmetros de Ocupação do Solo – ZUR 1. 2

5.7       Parâmetros Urbanísticos de Ocupação do Solo Aplicáveis. 2

5.8       Levantamento da Área de Intervenção. 2

5.9       Cálculo de Uso e Ocupação do Solo. 2

5.10         Levantamento Planialtimétrico. 2

6        MAPAS.. 2

6.1       Inserção Urbana. 2

6.1.1       Terreno. 2

6.2       Diagnóstico. 2

6.2.1       Usos Lindeiros e Orgãos Públicos. 2

6.2.2       Altimetria. 2

6.2.3       Apropriação Noturna. 2

6.2.4       Acesso e Circulação. 2

6.2.5       Adequação e Acessibilidade. 2

6.2.6       Levantamento Fotográfico. 2

7        OBRAS ANÁLOGAS.. 2

7.1       Casa do Idoso – Um Centro de Referência do Brasil 2

7.2       Centro de Lazer – Terceira Idade. 2

7.3       Centro de Convivênvia da Terceira Idade – Jaraguá do Sul 2

8        PROGRAMA.. 2

8.1       Horário de Funcionamento. 2

8.2       Descrição das Atividades. 2

8.3       Dimensionamento dos Espaços. 2

8.3.1       Setor Administrativo. 2

8.3.1.1        Recepção. 2

8.3.1.2        Secretaria e Sala de Administração. 2

8.3.1.3        Sanitários. 2

8.3.2       Setor Médico e Ambulatorial 2

8.3.2.1        Assistência Social/Terapia Ocupacional 2

8.3.2.2        Sala Médica. 2

8.3.3       Setor Social 2

8.3.3.1        Refeitório. 2

8.3.3.2        Biblioteca e Sala de Leitura. 2

8.3.3.3        Sala de Computação. 2

8.3.3.4        Bazares/Expositores. 2

8.3.3.5        Ateliers. 2

8.3.3.6        Sala de Jogos. 2

8.3.3.7        Sala de Música. 2

8.3.3.8        Salão Multiuso. 2

8.3.3.9        Auditório. 2

8.3.3.10      Academia. 2

8.3.3.11      Piscina. 2

8.3.3.12      Vestiário/Banheiros. 2

8.3.3.13      Banheiros. 2

8.3.4       Setor Serviços e Espaços Abertos. 2

8.3.4.1        Cozinha. 2

8.3.4.2        Horta. 2

8.3.4.3        Sala de Jardinagem… 2

8.3.4.4        Depósito de Lixo. 2

8.3.4.5        Depósito de Limpeza. 2

8.3.4.6        Despensa. 2

8.3.4.7        Área de Serviço. 2

8.3.4.8        Estacionamento. 2

8.3.4.9        Jardim… 2

8.4       Fluxograma e Fisiograma. 2

8.5       Análise de Viabilidade Técnico Financeira. 2

9        CONCLUSÃO.. 2

10          REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.. 2

APÊNDICE.. 2

Apêndice A: Entrevista – Realizada com os Idosos de Rio Acima. 2

Apêndice B: Entrevista – Instituição Aconchego. 2

Apêndice C: Visita – Casa de Repouso Nosso Lar 2

Apêndice D: Entrevista – Lar da Vovó – Asilo Nossa Senhora da Piedade. 2

Apêndice E: Visita – Lar da Vovó – Asilo Nossa Senhora da Piedade. 2

ANEXO.. 2

Levantamento Planialtimétrico……………………………………………………………………………….106

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FIGURA

Figura 1 – Mapa Mental 2

Figura 2 – Região Metropolitana de Belo Horizonte. 2

Figura 3 – Uso e Ocupação do Solo. 2

Figura 4 – Inserção Urbana. 2

Figura 5 – Terreno. 2

Figura 6 – Usos Lindeiros. 2

Figura 7 – Órgãos Públicos. 2

Figura 8 – Altimetria. 2

Figura 9 – Apropriação Diurna. 2

Figura 10 – Apropriação Noturna. 2

Figura 11 – Acesso e Circulação. 2

Figura 12 – Adequação e Acessibilidade. 2

Figura 13 – Levantamento Fotográfico. 2

Figura 14 – Fachada da Casa do Idoso. 2

Figura 15 – Sala de Artesanato. 2

Figura 16 – Sala de Aula de Informática. 2

Figura 17 – Fachada Leste. 2

Figura 18 – Fachada Oeste. 2

Figura 19 – Fachada Oeste. 2

Figura 20 – Fachada Oeste. 2

Figura 21 – Fachada Leste – mostrando a entrada do nível mais alto. 2

Figura 22 – Imagem dos vidros e brises dispostos nas fachadas sul e oeste. 2

Figura 23 – Planta de Situação. 2

Figura 24 – Planta de Cobertura. 2

Figura 25 – Planta Baixa Térreo. 2

Figura 26 – Baixa Superior 2

Figura 27 – Corte 01. 2

Figura 28 – Corte 02. 2

Figura 29 – Corte 03. 2

Figura 30 – Corte 04. 2

Figura 31 – Fachada Oeste. 2

Figura 32 – Fachada Leste. 2

Figura 33 – Fachada Norte. 2

Figura 34 – Fachada Sul 2

Figura 35 – Apresentação de Dança. 2

Figura 36 – Reunião. 2

Figura 37 – Banda Musical da Terceira Idade. 2

Figura 38 – Aula de Ginástica I 2

Figura 39 – Aula de Ginástica II 2

Figura 40 – Coral 2

Figura 41 – Fisioterapia. 2

Figura 42 – Recepção. 2

Figura 43 – Secretaria e Sala de Administração. 2

Figura 44 – Sanitários. 2

Figura 45 – Assistência Social/Terapia Ocupacional 2

Figura 46 – Sala Médica. 2

Figura 47 – Refeitório. 2

Figura 48 – Biblioteca e Sala de Leitura. 2

Figura 49 – Sala de Computação. 2

Figura 50 – Bazares/Expositores. 2

Figura 51 – Ateliers. 2

Figura 52 – Sala de Jogos. 2

Figura 53 – Sala de Música. 2

Figura 54 – Salão Multiuso. 2

Figura 55 – Auditório. 2

Figura 56 – Academia. 2

Figura 57 – Piscina. 2

Figura 58 – Vestiário/Banheiros. 2

Figura 59 – Banheiros. 2

Figura 60 – Cozinha. 2

Figura 61 – Horta. 2

Figura 62 – Sala de Jardinagem… 2

Figura 63 – Depósito de Lixo. 2

Figura 64 – Depósito de Limpeza. 2

Figura 65 – Despensa. 2

Figura 66 – Área de Serviço. 2

Figura 67 – Estacionamento. 2

Figura 68 – Fluxograma e Fisiograma. 2

Figura 69 – Casa de Repouso Nosso Lar 2

Figura 70 – Circuito interno de filmagem para que as famílias possam acompanhar de sua residência como está sendo tratado o idoso e o que ele esta fazendo. 2

Figura 71 – Barras de apoio em toda extensão do corredor 2

Figura 72 – Banheiro com barras laterais (vertical e horizontal) e assento de vaso elevado – as adequações na edificação são feitas de acordo com a NBR 9050. 2

Figura 73 -Banheiro masculino com barra da parede ao chão e elevador de vaso. 2

Figura 74 – Banheiro feminino com barras de apoio, elevador de vaso e cadeira de rodas de banho. 2

Figura 75 – Barras paralelas para atividade física e fisioterápica. 2

Figura 76 – Rampa para acesso ao interior da edificação e barras laterais de apoio. 2

Figura 77 -Canteiro no fundo do quintal com hortaliças. 2

Figura 78 – Quarto das senhoras idosas. 2

Figura 79 – Elevador para acesso ao 2º andar com capacidade 04 pessoas. 2

Figura 80 – Varanda do 2º pavimento com vistas para a rua. 2

Figura 81 – Lar da Vovó – Asilo Nossa Senhora da Piedade. 2

Figura 82 – Pátio amplo para banho de sol e uma mangueira com sombra. 2

Figura 83 – Capela e oficina de artes (tricô, pintura e crochê). 2

Figura 84 – Interior da Capela. 2

Figura 85 – Pátio com um jardim. 2

Figura 86 – Rampas e corrimão conforme solicitado da NBR9050. 2

Figura 87 – Refeitório – Usado pelas idosas que se locomovem sozinhas. 2

Figura 88 – Refeitório – Espaço destinado para as idosas que possuem a mobilidade reduzida. 2

Figura 89 – Cozinha com acesso apenas a funcionários. 2

Figura 90 – Escada com acesso que apresenta risco fechado. 2

Figura 91 – Banheiro acessível – Base em alvenaria para elevar o vaso sanitário e barra lateral. 2

Figura 92 – Chuveiro com aquecimento solar e barras de apoio. 2

Figura 93 – Corrimão em todo interior da edificação com barras paralelas. 2

Figura 94 – Quartos com camas hospitalares e comuns para atender à necessidade de cada senhora. 2

Figura 95 – Quartos com banheiros para facilitar o acesso também equipado com barras de apoio e elevador de vaso. 2

Figura 96 – Espaço para oficina e trabalhos manuais. 2

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TABELA

Tabela 1 – Cálculo Total de àrea. 2

Tabela 2 – Entrevista Rio Acima. 2

Tabela 3 – Entrevista Rio Acima. 2

Tabela 4 – Entrevista Rio Acima. 2

Tabela 5 – Entrevista Rio Acima. 2

Tabela 6 – Entrevista Rio Acima. 2

Tabela 7 – Entrevista Rio Acima. 2

Tabela 8 – Entrevista Rio Acima. 2

Tabela 9 – Entrevista Rio Acima. 2

Tabela 10 – Entrevista Rio Acima. 2

Tabela 11 – Entrevista Rio Acima. 2

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1      INTRODUÇÃO

 

 

O objetivo da proposta a ser desenvolvida neste trabalho é promover a integração entre os idosos, familiares e comunidade através de atividades planejadas e sistematizadas, buscando um sentido mais produtivo para a vida destes idosos. Pretende-se assim, proporcionar um envelhecimento saudável, fomentando sua autonomia e capacidade funcional, bem como o resgate da auto-estima e, finalmente, poder contribuir para uma reintegração social.
            A proposta não é criar um asilo, mas sim, um ambiente de lazer, e não uma residência fixa para estes idosos. Lá eles receberão cuidados médicos, alimentação balanceada com acompanhamento nutricional. Os idosos poderão ficar o dia todo no local, com liberdade para entrar e sair quando quiserem. Em casos específicos, haverá o monitoramento de entradas e saídas, as quais serão realizadas somente através de acompanhamento familiar.  Esta proposta não visa à separação do idoso do convívio de sua família. Na realidade, o projeto pretende tornar mais humana essa convivência, evitando o abandono, que na maioria das vezes se dá pelos familiares, o que resulta em internamento asilar.

            Assim, surge a possibilidade de criação do Centro de Convivência para idosos, com 60 anos ou mais, localizado na região central da cidade de Rio Acima Minas Gerais (MG). Para tanto, as equipes de atendimento serão compostas por profissionais de diversas áreas, dentre essas: Assistentes Sociais, Cuidadores de Idosos, Psicólogos, Fisioterapeutas, Auxiliares de Enfermagem, Professores de Educação Física etc.

            Afinal, corroboro com as idéias de Pinto (2009), ao afirmar que a ampliação de diversos olhares profissionais de distintas áreas pode contribuir para a efetivação de uma relação multidisciplinar e interdisciplinar dentro do hospital e para que o papel do lazer seja pensado e repensado nessa instituição. Reitero que, assim como no ambiente hospitalar, a multiplicidade de especificidades profissionais acarreta incremento do trabalho a ser realizado no espaço de lazer pensado.

 

2      METODOLOGIA

 

 

            Este estudo tem como objetivo identificar as necessidades inerentes aos idosos e identificar o que pode ser feito para contribuir e/ou melhorar a qualidade de vida destes sujeitos. A pesquisa é fundamentada no estudo do Estatuto do Idoso, que visa garantir aos idosos as mesmas condições de liberdade, dignidade e cidadania usufruídas por todos nós. Algumas ações são decretadas no estatuto como a garantia de acessibilidade ao idoso.

Outra fonte de pesquisa da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é a Norma Brasileira (NBR) 9050/2004, Acessibilidade a Edificações, Mobiliário, Espaços e Equipamentos Urbano. Nesta norma encontramos instruções sobre parâmetros técnicos, medidas e critérios antropométricos que são de suma importância para elaborar um projeto arquitetônico, atendendo às necessidades de acessibilidade e do desenho universal, dessa forma há como facilitar a vida de idosos, pessoas que possuem a mobilidade reduzida e necessidades especiais. Além do mais, são sujeitos que adquiriram com o tempo vasta experiência, vivências, possuem uma bagagem cultural rica e devem ser respeitados por tudo aquilo que foram e por continuarem representando a sociedade.

            Encontramos programas que trabalham a inclusão dos idosos, desenvolvendo atividades artísticas e físicas, danças, entre outros. O Programa Brasil Acessível, desenvolvido em julho de 2005 pelo Ministério das Cidades, possui o objetivo de incluir o acesso universal no processo de construção das cidades. Verificamos também situações de descasos e despreparo referentes às instituições asilares. O estudo da Gerontologia, campo que investiga as experiências de velhice e envelhecimento em diferentes contextos históricos e socioculturais, vem identificando aspectos de envelhecimento normal e patológico. Nesse contexto, realizou-se visitas técnicas em asilos de caráter público e privado, visitas na cidade de Rio Acima para verificar a real demanda e necessidade de um Centro de Convivência, bem como acesso às informações e estatísticas disponibilizadas pela Secretaria da Saúde, Educação e Meio Ambiente da cidade em questão.

            Informações do cotidiano do idoso, bem como atividades almejadas pelos mesmos foram obtidas por meio de entrevista com roteiro semi-estruturado, sendo utilizado o questionário e gravador como instrumento.

            De acordo com os dados coletados foi possível elaborar um diagnóstico que ratifica a solução apresentada.

3       PROBLEMA

 

 

            A sociedade brasileira tem percebido o envelhecimento populacional, visto que esse é um processo inerente às nossas vidas. O presente trabalho tem como objetivo a inclusão social do idoso que foi reconhecida e transformada em política governamental pela Lei Federal nº 8.842, de 04 de janeiro de 1994 e regulamentada pelo decreto 1948/96, definindo que aos 60 anos tem-se o início do período convencionado como terceira idade. O número de idosos tem crescido significativamente, sendo que, a estimativa para o ano de 2050 é de que mais de 20% da população brasileira seja de pessoas da terceira idade[1]. A queda nas taxas de natalidade e o aumento na expectativa de vida explicam essas estatísticas e indica uma modificação na pirâmide etária.

            Ainda, o Ministério da Saúde aprovou em 19 de Outubro de2006 aPolítica Nacional de Saúde da Pessoa Idosa que apresenta como principais diretrizes a promoção do envelhecimento saudável, manutenção da autonomia e da capacidade funcional, assistência às necessidades de saúde do idoso e apoio ao desenvolvimento de cuidados informais. 

            Como exemplo de política governamental temos o Estado de São Paulo que possui uma política de atenção integral e integrada à saúde da pessoa idosa, com foco no usuário, o que aumenta e facilita o acesso a todos os níveis de atenção, com estrutura física adequada, insumos e pessoal qualificado. A população idosa, em São Paulo, atinge mais de 4 milhões de pessoas, o que representa mais de 10% da população e consome mais de 25% dos recursos de internação hospitalar do SUS”[2].

            Com base nos dados apresentados deve-se pensar em formas específicas e direcionadas de tratamento para o idoso que é diversas vezes segregado por alguns da sociedade, por estes considerá-lo como “problema”.

            Várias dificuldades atingem os espaços destinados aos idosos e por isso há necessidade de um alvará de funcionamento, concedido quando as Instituições atendem as exigências e respeitam a NBR 9050, o que nem sempre acontece. É importante salientar que o atendimento ao Idoso pelas entidades denominadas Asilos ou Amparadoras de idosos pode não ser de má qualidade, mas necessita-se de uma regulamentação e maior fiscalização por parte dos órgãos competentes, pois já aconteceram fatos inexplicáveis, como: desaparecimento de internos, mortes inesperadas, desvios de verbas e medicamentos, etc.

            Além do descaso e dos maus tratos destinados a alguns idosos que não conseguem corresponder as expectativas do atendente ou voluntário daquele órgão, existe também o descaso da própria família, que por motivos variados os internam e não retornam para visitação. Esse fato ocorre tanto em instituições privadas como públicas, porém, de acordo com pesquisas e entrevistas com profissionais da área de saúde e cuidadores de idosos, foi possível verificar que a quantidade de abandono da família ocorre em maior freqüência nas instituições públicas que vivem de doações e ajuda governamental.

            Percebe-se que pessoas idosas, muitas vezes, são vistas não por aquilo que elas são ou podem transmitir e proporcionar, mas apenas como enciclopédias que devem ficar guardadas em velhas caixas que provocam o bolor e o desgaste. Muitos familiares preferem fingir que o idoso não exista mais do que ter que dar atenção e carinho nessa fase tão importante. Assim, é necessário desenvolver um atendimento ao idoso que lhe imprima confiança e segurança, demonstrando compreensão e não julgá-lo como um objeto, mas sim aceitá-lo como fonte de experiências. A experiência de vida do idoso pode ser passada aos mais jovens e inexperientes. Apesar de estar “velho” e “gasto” o idoso é humano e ainda capaz de contribuir para nosso crescimento.

            Por se tratar de um estudo que trata um público específico – o idoso – foi necessário conhecer as instituições existentes, dessa forma identificamos alguns tipos de sistemas asilares:

  • Casas Geriátricas: instituições privadas que tem como objetivo a recuperação de doenças.
  • Casas de Repouso: instituições públicas com permanência diurna e noturna do idoso.
  • Residências para Idosos: instituições privadas com diferentes tipos de atividades.
  • Casa Lar: instituições públicas e privadas, implantadas em residência adaptada, para atender idosos que possuem renda insuficiente e sem família (geralmente sobrevivem através de doações).

            Algumas das instituições destinadas aos idosos apresentam as seguintes características:

  • Residências adaptadas que possuem mobilidade reduzida e inadequada;
  • Espaço reduzido, interferindo ou impedindo a privacidade do idoso;
  • Não há separação entre sadios e doentes, muitas vezes estes centros acolhem pessoas com problemas mentais, colocando em risco a segurança do idoso;
  • Alimentação inadequada, o mesmo tipo de alimento é servido a todos;
  • Faltam profissionais preparados para o acompanhamento do idoso;
  • Instituições não conhecem ou não se interessam pelas condições de saúde de seus internos;
  • Cartões de benefícios sociais e bancários dos internos são “controlados” pelos donos do espaço;
  • Instituição e família não se comunicam, favorecendo o abandono do idoso por parte de seus entes;
  • Não há abertura para atividades, sejam elas artísticas, sociais, etc;
  • Visitas são controladas, reduzidas e permitidas somente a familiares;
  • Não são permitidas as visitas de crianças;
  • Não há ligação ou interação com outras instituições;
  • Não são permitidas atividades externas, como passeios, visitas ou outro tipo de lazer;
  • Aos idosos não é permitido outras atividades que não estejam previstas no cronograma ou rotina da casa, ignorando ou sufocando suas habilidades, conhecimentos e/ou experiências.
  • A escassa ou ausência de quantidade e qualidade de estímulos e de autonomia, em conjunto com o sedentarismo, aceleram o processo da velhice.

            Tais características transformam estes espaços em meros depósitos de idosos, exigindo fiscalização mais rígida por parte das autoridades competentes.

            Vale destacar, portanto, a necessidade de conhecer melhor o que seria Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI). Para tanto, Camarano e Kanso (2010) afirmam não haver consenso sobre o que seja. Contudo, segundo ANVISA (2005), ILPIs são instituições governamentais ou não-governamentais, de caráter residencial, destinadas à domicílio coletivo de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, com ou sem suporte familiar, em condição de liberdade, dignidade e cidadania.

3.1    Desenvolvimento Fisiológico

 

Hoje em dia, percebe-se que, o corpo deixou de ter caráter saudável e deu lugar aos modelos corporais juvenis, fechando desta forma o espaço para o corpo envelhecido. Fragilizando-se ao envelhecer, os fracos não têm lugar na sociedade. Ao Idoso não é permitido errar e nem ter defeitos, a sociedade esquece que o jovem de hoje se tornará o velho de amanhã.

            Ainda, após os 60 anos a perda de fibras musculares se acelera nos seres humanos, isso os torna mais fracos, e há também a perda de 1% por ano da capacidade aeróbica que começa a partir dos 20 anos, quando todas as pessoas são estimuladas a praticar exercícios[3].

3.2    Diretrizes do Corpo de Bombeiros

 

De acordo com Portaria SMSA/SUS-BH n.º 052/2000 – Anexo I[4], Lei Federal 10098/2000[5], Lei Estadual de Minas Gerais n.º 11666/1994[6], NBR 9050/1994 da ABNT[7], Portaria Nr.031/96 do Comando do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais[8], os espaços físicos das instituições asilares devem conter as seguintes normas, dentre outras.

 

1. Aspectos físicos da construção;

            Construção sólida, sem defeito de edificação com iluminação e ventilação adequada, pátio para exposição ao sol e interruptores de iluminação, válvulas de descarga, campainhas, interfones, comando de janelas, maçanetas de portas, registros de chuveiros e demais dispositivos que possam ser acionados pelos idosos devem estar a 1,00 (um metro) de altura;

 

2. Entrada(s) da Edificação;

            Entrada livre de barreira e obstáculos e em caso de desnível maior que 1,5m ou escada deverá haver rampa.

 

3. Portas;

            Medidas mínimas de 80cm , com maçanetas e puxadores a 1m do piso e em caso de capacho o mesmo deve ser fixado e nivelado ao piso.

 

4. Rampas;

            A largura mínima para rampas é 120cm, largura ideal deve ser de 150cm, do início e ao final de cada segmento de rampa deve haver patamares medindo, no mínimo, 120cm na direção do movimento, além da área de circulação adjacente

 

5. Escadas;

A largura mínima das escadas é de 90cm sendo que a dimensão do piso, profundidade, do degrau deve ser maior ou igual a 28cm e menor ou igual a 32cm, a dimensão do espelho, altura, do degrau deve ser maior ou igual a 16cm e menor ou igual a 18cm. No início e ao final de cada segmento de escada deve haver patamar medindo, no mínimo, 90cm. Deve haver patamar nas escadas a cada desnível máximo de 160cm e a cada mudança de direção.

            As escadas não devem ter lances superiores a 16(dezesseis) degraus. O primeiro e o último degrau devem ser pintados de amarelo e devem distar, pelo menos, 30cm da área de circulação adjacente. Cada degrau deve possuir fita antiderrapante colada a 2cm da extremidade mais próxima do vão livre com corrimão acessível em ambos os lados e com guarda-corpos em ambos os lados sempre que o desnível for superior a 35cm.

 

6. Elevadores;

            As portas dos elevadores devem ser automáticas e devem ter vão livre com no mínimo de 80cm, dimensão mínima de 110x140cm, painel de comando deve ter altura máxima de 150cm em relação ao piso do elevador, comandos devem ter marcação em braile com sinalização sonora com um anúncio verbal indicando os andares em cada parada. Deve haver corrimãos afixados nas laterais e no fundo da cabine.

 

7. Guarda-corpo e corrimãos;

            Os corrimãos devem ter seção circular entre 3,5cm a 4,5cm de diâmetro com um espaço livre entre a parede e o corrimão de, no mínimo, 4cm e, no máximo, 10cm.

            Os corrimãos, em escadas e corredores, devem ter altura entre 80cm e 92cm, devem ser contínuos, sem interrupção nos patamares das escadas ou rampas, e deverão ter acabamento recurvado nas extremidades. Em rampas é recomendável corrimãos duplos com alturas de 70cm e de 92cm. As escadas, rampas, varandas e outros locais que não forem isolados das áreas adjacentes por paredes e deverão dispor de guarda-corpo associado a corrimão. O guarda corpo deverá ter altura mínima de 120cm, guarda-corpos vazados constituídos por balaustradas, grades, telas e assemelhados devem ter balaústres verticais, longarinas intermediárias, grades, telas, vidros de segurança laminados ou aramados, de modo que uma esfera de 15cm de diâmetro não passe por nenhuma abertura.

 

8. Circulação interna e cômodos;

            Os pisos devem ter revestimento resistente, antiderrapante, não poroso, em bom estado de conservação de fácil limpeza, sendo proibido o uso de tapetes ou carpetes, sempre que houver desnível maior que 1,5cm, degrau ou escada, deverá haver rampa ou equipamento eletromecânico de circulação (elevador) para vencer o desnível.

            Desníveis e terraços devem ter guarda-corpos, e estes devem ser construídos em material rígido firmemente fixado para que ofereçam segurança em sua utilização. Paredes e tetos devem ter material de acabamento resistente, liso, de cor clara, impermeável e lavável, em bom estado de conservação.

            Os corredores internos deverão ter largura livre mínima de 150cm e todas as áreas de circulação deverão possuir corrimão em ambos os lados sendo proibido a existência de qualquer tipo de obstáculo à circulação nas áreas de passagem,

 

9. Sanitários;

            Os sanitários devem ser separados por sexo, os sanitários devem estar nos mesmos pavimentos onde permanecem os idosos atendidos e ter paredes impermeabilizadas até o teto com azulejos de cor clara ou material impermeabilizante e teto liso pintado na cor clara. Os sanitários devem, obrigatoriamente, ser equipados com barras de apoio instaladas a 80cm do piso e afastadas 5cm da parede, junto aos lavatórios e vasos sanitários. As barras de apoio devem ter seção circular com diâmetro entre 3,5 e 4,5cm.

            Os vasos sanitários deverão possuir “elevadores de vaso” construídos de material adequado e resistente, elevando o assento do vaso para 46cm em relação ao piso.

            Os chuveiros devem ser dotados de barras de apoio horizontais a 80cm de altura e barras verticais a partir da cota de 80cm, até a cota de 170cm.

 

10. Lavanderia;

            São obrigatórios serviços próprios ou alugados de lavanderia.

            Deverá haver cômodos separados para a guarda de roupas usadas e para a guarda de roupas limpas; as paredes das dependências da lavanderia deverão ser impermeabilizadas, até o teto, com azulejos na cor clara ou outro material impermeabilizante; No mesmo veículo não poderão ser transportadas roupas sujas e limpas sem que haja uma barreira completa entre as cargas;

 

11. Móveis, equipamentos, roupas e demais utensílios.

            Existência de indumentários padronizados pela instituição e em boas condições de higiene, em número suficiente para todos os funcionários do estabelecimento;

            Quantidade adequada de cadeiras de roda, macas, andadores, bengalas, muletas, marrecos, comadres e demais correlatos, a critério da autoridade sanitária competente, levando-se em conta o grau de dependência da população assistida;

            Deverá existir relógio, calendários, cartazes com a data atual escrita, cartazes com listas de aniversariantes, dentre outros dispositivos que facilitem a orientação do idoso, em bom estado de funcionamento.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3.3    Mapa Mental

 

            Este Mapa Mental foi utilizado como ferramenta para a organização das idéias durante o desenvolvimento do projeto, através dele pode-se observar as necessidades e prioridades da população idosa a fim de melhorar sua qualidade de vida.

 

 

 

Figura 1 – Mapa Mental

 

 

 

 

 

 

4      SOLUÇÃO

 

 

Percebe-se que de acordo com as necessidades observadas em nossa sociedade concernentes aos idosos, o Estatuto do Idoso (2003) elucida em alguns de seus artigos sobre os direitos a eles atribuídos.

Art.2 “O idoso goza de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta LEI, assegurando-lhe, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, para preservação de sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade.”

Art.3 – “É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público, assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária”. 

 

                Além de se conhecer acerca do ambiente em que os idosos estão inseridos, é preciso conhecer acerca de suas impressões e percepções neste espaço. Ou seja, identificar como os idosos lidam com seu tempo, qual a necessidade e interesse em fazer atividades que não fazem parte de sua rotina, sua satisfação pessoal e a satisfação com o ambiente em que vivem, bem como verificar se a situação financeira permite a realização de atividades fora do padrão normal.  De acordo com pesquisa realizada, a maiorias dos entrevistados, que foram pessoas entre 50 e 85 anos e residem da cidade Rio Acima, ficam em casa assistindo televisão sem agregar em suas vidas outros tipos de tarefas, mesmo com condições físicas propícias ou que não interfiram na sua locomoção e agilidade, tendo ainda a seu favor o ambiente satisfatório.

            Identificamos que a vontade de ter em suas vidas atividade de lazer e atividades físicas é grande e bastante interessante, porém a situação financeira permite somente o básico não sobrando muito para as outras atividades em questão. Osentrevistados estão satisfeitos com os serviços prestados pela Prefeitura, portanto é importante pensar em uma parceria com esta com o intuito de promover um projeto/programa que tire o idoso desse estado de inércia, minimizando os pensamentos negativos que ocorrem com certa freqüência e melhorando ainda mais sua qualidade de vida[9].

            Assim, em função da existência incipiente de espaços de socialização para idosos, apresenta-se a solução um Centro de Convivência que funcionará de forma integral, uma vez que inclui café da manhã, almoço e lanches, profissionais da área da saúde, atividades lúdicas, culturais e recreativas, e organização de passeios e viagens integrando o restante da sociedade.  Serão priorizados os idosos acima de 60 anos independentes ou semi-dependentes, lúcidos, que desejam participar do serviço prestado pela instituição, assistidos por programas sociais do governo federal, ou aqueles sob risco social
(idosos que sofrem algum tipo de violência, estão solitários, abandonados pelos familiares, mesmo que reúna condições financeiras para se manter dignamente) que vivem em sua casa ou casa de familiares, mas que por qualquer motivo não queiram permanecer todo o dia em sua residência.

            O conceito da proposta é fazer com que os idosos tenham a melhor qualidade de vida possível, visando uma vida saudável, digna e participativa. É uma proposta de cunho educacional, assistência integral e comunitária, uma vez que possibilita a busca de novas descobertas e aprendizagem em seguimentos de seu interesse. Além do mais, coloca o idoso em uma condição ativa e de desenvolvimento tirando-o da ociosidade e desenvolve o trabalho de integração social, trabalhando com outras instituições fazendo uma troca de conhecimentos e inserindo o idoso na comunidade.

            Além das questões relativas à socialização, o projeto envolve inclusão cultural, uma vez que pretende trabalhar, por exemplo, com contadores de estórias, que poderão ser designados por instituições locais no desenvolvimento de ações no centro de convivência para promover e/ou assistir as apresentações programadas.             Também os idosos serão chamados para assumirem o papel de contadores, visto que sua experiência de vida não pode ser ignorada, e seus conhecimentos não podem ser relegados ao esquecimento, devendo ser passados às gerações seguintes. Esta atividade não deverá ser feita apenas no espaço projetado, estando previstas, dentre as atividades, visitas às escolas e creches do município, bem como visitas dos alunos das escolas locais ao centro, buscando a promoção de um intercâmbio entre gerações. Atividades como culinária, artesanato, costura, bordados, trabalhos em madeira ou outras habilidades que porventura dominem serão temas de mini cursos por eles ministrados. Também poderão ser convidados a ministrar palestras com os temas mais variados, de acordo com seu interesse e experiência, nas escolas, clubes, empresas, etc.

            Os idosos terão direito a lazer, atividades físicas e recreativas, cuidado médico para os necessitados, artesanato, alimentação balanceada, etc. Para garantir qualidade de vida é indispensável inovar com a implantação de serviços, que atenda as suas necessidades reais. 

            As questões relativas à saúde e exercícios serão valorizadas ajudando o idoso a cuidar de seu corpo constantemente já que através de uma vida ativa, ele terá consciência de seu valor na sociedade, indiferente de sua fase de vida. Na medida em que o corpo envelhece, a agilidade diminui, a coordenação é prejudicada, isso tudo causa uma insatisfação pessoal e um sentimento de inutilidade. A prática regular de atividade física certamente minimiza as degenerações e favorece o bem estar geral do idoso.

            Os exercícios devem ser atraentes, diversificados, com intensidade moderada, de baixo impacto realizado de forma gradual, e promover a aproximação social, sendo desenvolvidos de preferência coletivamente, respeitando as individualidades de cada um, sem estimular atividades competitivas.

            Dessa forma, a proposta tende a melhorar a qualidade de vido do idoso, permitindo a convivência com seus familiares, podendo ser incorporado nesse convívio atividades que foram realizadas e aprendidas dentro da instituição. O Centro de Convivência tende a favorecer a vida do idoso positivamente e evitar o ingresso dos idosos em instituições asilares ou a perda de sua autonomia.

            Assim, a iniciativa será pública e o público alvo será o idoso, visto que a preocupação maior é justamente com o seu bem estar físico, mental, moral e social, permitindo sua plena convivência com a sociedade, independente de sua condição financeira.

 

 

 

 

 

5      O LUGAR

 

 

5.1    História de Rio Acima

 

            A cidade de Rio Acima surgiu em meados de 1736 com o nome de Santo Antônio do Rio Acima, às margens do Rio das Velhas, em torno de uma Capela erguida por bandeirantes, mineradores e comerciantes, também às margens da Estrada Real, estrada esta que ligava o Estado do Rio de Janeiro aos centros do Estado de Minas Gerais como: Sabará, Santa Luzia e Itabirito.

            Em 09 de fevereiro de1831, Santo Antônio do Rio Acima, recebeu a visita ilustre do Imperador do Brasil Dom Pedro I e D. Amélia Leuchtenberg, marco da última visita ao país, pois logo após ele voltou a Portugal, deixando o filho em seu lugar.

            Em 28 de janeiro de 1773 foi erguida a igreja de Nossa Senhora do Rosário
até o ano de 1891, Rio Acima fazia parte do município de Sabará, passando após esta data a pertencer a Villa Nova Lima e emancipada em 1948.

            Em 1903 foi criada a Siderúrgica de Santo Antônio, onde eram fabricadas caçarolas e peças para banheiro[10].

            A cidade possui diversas matas, cachoeiras e nascentes. É a única cidade mineira com 100% do território localizado dentro de uma Área de Proteção Ambiental, a APA Sul – que comporta 14 municípios da Grande BH[11]. Por se tratar de uma cidade interiorana o valor cultural é preservado, sendo que as tradicionais festas de Santo Antônio, padroeiro da cidade, festa da Goiaba e o Festival da Cultura integram seu calendário cultural, com festividades que atraem turistas do país inteiro.

 

 

5.2    Dados Sobre Rio Acima

 

            Sua população estimada pelo IBGE em 2010 é de 9.090 habitantes sendo que 7.944 residem na área urbana e 1.146 pessoas na área rural. O total de habitantes com idade acima de 60 anos soma 405 homens e 535 mulheres, totalizando 940 habitantes.

            Rio Acima está inserida na região metropolitana de Belo Horizonte a uma distância de34 kmda capital.

            A cidade é altamente dependente das cidades de Belo Horizonte e Nova Lima, para questões de trabalho, renda, compras, serviço médico especializado, questões judiciais, etc.
Judicialmente, Rio Acima está jurisdicionada à comarca de Nova Lima, e de lá vem também o comando das polícias Militar e Civil.
            Muitas vezes, quando há algum feriado que atinja Nova Lima e Belo Horizonte, como por exemplo o dia 15 de Agosto, feriado nestas duas cidades, a cidade de Rio Acima é obrigada a paralisar seus serviços públicos, resguardando, a educação e a saúde, somente a Prefeitura não para de funcionar. 

            Os municípios de Rio Acima, Raposos e Nova Lima trabalham em conjunto em várias ações públicas, principalmente no campo da saúde, formando os famosos consórcios intermunicipais.  Os demais municípios limítrofes, (Itabirito, Santa Bárbara, Caeté) não exercem grande importância ou influência sobre Rio Acima, pois apesar de estarem tão próximos, as ligações entre estas cidades se dá por estrada de terra.

            A cidade não tem um espaço específico que proporcione aos idosos que lá residem atividades que os incentivam e os incluam socialmente. Por este motivo e com o intuito de criar um programa que seja positivo, a Prefeitura de Rio Acima  adquiriu o terreno proposto para transformá-lo em um espaço destinado a ações voltadas para a 3º idade.

 

 

 

 

5.3    Localização Região Metropolitana de Belo Horizonte

 

Figura 2 – Região Metropolitana de Belo Horizonte

5.4    Legislação

 

A proposta desenvolvida atende às solicitações da Política Social, promovendo assim, saúde, lazer, ação social, esporte, cultura, educação, qualidade de vida e principalmente, a inclusão do idoso na sociedade. A lei estimula a criação de espaços que possuem o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos moradores valorizando a cultura da região, estimulando assim, o vinculo familiar e o respeito pelo outro.

A iniciativa de criar este espaço foi do Prefeito Raimundo Cirilo da Silva, não apenas pelas questões legais, mas por fazer parte de seu programa de governo dar mais atenção e conforto para os idosos. O Centro de Convivência do Idoso será implantado na ZUR 1 Zona Urbana da Cidade de Rio Acima e apesar de estar numa área preferencialmente residencial não existe nenhuma restrição para o fim que se destina.

5.5    Zoneamento no qual o Terreno está Inserido

 

5.5.1    De acordo com a Lei de Uso e Ocupação do Solo a Zona Urbana da cidade de Rio Acima – ZUR Rio Acima deve seguir as seguintes regras:

 

 

Art. 5º, I, Zona de Uso Preferencialmente Residencial 1 – ZUR 1: áreas ocupadas, representando os bairros da cidade, apresentando lotes de dimensões variadas devido a sucessivos desmembramentos, que deverão ser mantidas com baixa densidade de ocupação, enquanto não for realizado um levantamento cadastral detalhado quando, então, poderão ser revistos os parâmetros urbanísticos definidos para a zona, e exigidos por esta Lei.  Na ZUR 1 serão permitidas edificações com no máximo  3 ( três) pavimentos, uso residencial unifamiliar, uso misto residencial unifamiliar, uso institucional relacionado à saúde, educação, recreação e lazer, atividades religiosas, associativas e comunitárias, uso comercial e de prestação de serviços de pequeno porte, e pequena produção artesanal convivendo com o uso residencial. Será permitido o remembramento de lotes para a obtenção de áreas maiores com o objetivo de localização de equipamentos sociais públicos. Não será permitido o desmembramento de lotes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

5.6    – Índice Urbanísticos para Ocupação do Solo na ZUR

 

5.6.1     Parâmetros de Ocupação do Solo – ZUR 1

 

 

 

Lotes – dimensões variadas Lotes remembrados para equipamentos sociais públicos
Taxa de ocupação máxima – 50%

Coeficiente de aproveitamento máximo – 1,2

Afastamento lateral mínimo de 1,50m, ou na divisa com 6,0m de altura máxima

Afastamento frontal mínimo – 3,0m para lotes iguais ou maiores que380.00 m²

Afastamento frontal mínimo – 2,0m para lotes até380,00 m²

Afastamento de fundo mínimo – 3,0m

Taxa de Permeabilidade mínima – 30%

Taxa de ocupação máxima – 60%

Coeficiente de aproveitamento máximo – 1,5

Afastamento lateral mínimo –2,0 m

Afastamento frontal mínimo – 3,0m

Afastamento de fundo mínimo – 3,0m

Taxa de Permeabilidade mínima – 25%

 

            O Plano Diretor está sendo atualizado, pode ser que nessa atualização o Coeficiente de Construção se altere, mas de acordo com o Código de Obras vigente a construção se restringe a construção na Cidade de Rio Acima em 03 andares e 01 terraço, ou seja, máximo 04 andares. Sendo que é necessário fazer e de suma importância o Estudo Prévio de Impacto de Vizinhança, que deverá ser estudado e analisado verificando qual o impacto urbanístico da edificação e qual forma de reduzir os efeitos negativos, caso isso ocorra. O terreno não está inserido em área com restrição do ponto de vista ambiental e área de preservação do patrimônio histórico As restrições existentes são relacionadas às exigências da Ocupação do Solo, ou seja, afastamentos exigidos, área impermeável, entre outros.

5.7    Parâmetros Urbanísticos de Ocupação do Solo Aplicáveis

 

  1. Coeficiente de Aproveitamento;
  2. Taxa de Ocupação;
  3. Afastamentos Laterais e de Fundo;
  4. Afastamento frontal;
  5. Taxa de Permeabilidade.

5.8    Levantamento da Área de Intervenção

 

            O terreno que a Prefeitura disponibiliza para essa atividade está localizado na Rua Antônio Felipe Duarte, nº 10, região do centroem Rio Acima.

Características potenciais do terreno:

  • Possui 2.282m²;
  • Está inserido na área urbana, fazendo a integração do idoso na sociedade;
  • Próximo à Secretaria Municipal da Educação, Secretaria Municipal de Esportes, Secretaria Municipal da Ação Social, Secretaria Municipal de Turismo e Cultura, Creche Municipal, Hospital Municipal e Matriz de Santo Antônio;
  • Apresenta boa visibilidade e acesso na Avenida Principal da cidade;
  • Acesso a diversos meios de transportes e o trajeto pode ser feito a pé.


5.9    Cálculo de Uso e Ocupação do Solo

 

Figura 3 – Uso e Ocupação do Solo

Área do Terreno: 2.282m²

Coeficiente de Aproveitamento Máximo: 1,5

Área Máxima Construída: 3.423m²

Área Permeável Mínima: 570m²

Área de Ocupação Máxima: 1.368m²

Os cálculos foram feitos respeitando a Lei de Uso e Ocupação do solo, diante disso verifica-se que o terreno possui área superior a necessidade proposta. 

 

 

 

5.10Levantamento Planialtimétrico

 

O levantamento planialtimétrico tem como objetivo registrar as características e descrições do terreno levando em consideração a exatidão dos dados, nele são anotadas as medidas planas, ângulos e diferenças de nível (inclinação). A partir destas informações, é possível projetar com mais qualidade e economia, se apropriando devidamente das características do terreno. O documento do presente estudo encontra-se no Anexo 1.

6      MAPAS

 

 

6.1    Inserção Urbana

 

 

Figura 4 – Inserção Urbana


6.1.1    Terreno

 

 

 

Figura 5 – Terreno

 

 

            A área de interesse para a implantação do Centro de Convivência do Idoso está localizada na Zona Urbana, Rua Antônio Felipe Duarte, nº 10, Centro da Cidade de Rio Acima. De acordo com o levantamento topográfico, o terreno possui 2.282m². Está localizado na área central, próximo aos principais pontos da cidade, foi cedido pela Prefeitura para que seja executada a proposta em questão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

6.2    Diagnóstico

 

6.2.1     Usos Lindeiros e Orgãos Públicos

 

 

 

Figura 6 – Usos Lindeiros

 

Figura 7 – Órgãos Públicos

 

            Observando o mapa, é possível perceber que o terreno está localizado na área central predominantemente residencial, o comércio existente é de pequeno porte para atendimento à população da região. Nas proximidades se encontram às principais Secretarias (Esportes, Educação de Obras e Ação Social), Prefeitura Municipal, quadras de esportes e a lateral do terreno fazem divisa com a Serra do Morro (nome popular), parte da serra é quintal das residências e propriedade da Prefeitura.


6.2.2     Altimetria

 

 

 

Figura 8 – Altimetria

            No entorno do terreno, as construções são simples, mais horizontal do que vertical e variam entre01 a03 pavimentos, sendo a maior incidência um pavimento. As construções respeitam as normas da Prefeitura que tem como altura máxima permitida 3 andares, o que faz a cidade, apesar de possuir montanhas e algumas ruas de aclive acentuado, ser mais horizontalizada.

 


 

 

 

Figura 9 – Apropriação Diurna

 

            O mapa de apropriação diurna mostra que existe o trânsito de pedestres durante todo o dia em todo o entorno do terreno, pelo fato do mesmo estar em uma área urbana com alguns pontos de comercio local, quadra de esportes e ponto de ônibus existe uma concentração de pessoas, principalmente no horário comercial. Esse movimento aumenta nas festas tradicionais da cidade, onde pessoas das cidades vizinhas participam.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

6.2.3     Apropriação Noturna

 

 

 

Figura 10 – Apropriação Noturna

 

            O mapa de apropriação noturna mostra que o trânsito de pedestres é reduzido, concentrando–se mais em alguns locais como: quadra de esportes, carrinho de cachorro quente, distribuidora de bebidas, nos pontos de embarque e desembarque de ônibus e nas praças. Assim como durante o dia o movimento da cidade aumenta consideravelmente nos dias de festas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

6.2.4     Acesso e Circulação

 

 

 

Figura 11 – Acesso e Circulação

 

            O imóvel pode ser acessado de carro ou pedestre pela Rua Antônio Felipe Duarte, que faz esquina com a Avenida Afonso Pena, onde passam além de veículos de passeio ônibus coletivo.  Por se tratar de uma cidade interiorana quase todas as vias possuem duplo sentido facilitando a locomoção de carros e pedestres. Na entrada do terreno não é diferente, a via possui circulação de mão dupla e mesmo apresentando uma inclinação é de fácil acesso para pedestres e veículos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

6.2.5     Adequação e Acessibilidade

 

 

 

Figura 12 – Adequação e Acessibilidade

 

            No entorno do imóvel é possível observar que as vias asfaltadas possuem bom estado de conservação, porém os passeios possuem desníveis, buracos, estão sem manutenção e não possuem acessibilidade para pessoas com dificuldades de locomoção. Nas vias mais distantes, as ruas são em blocos sextavados e os passeios também em condição precária, assim como os rebaixos de meio fio, que não possuem um padrão regular.

 


6.2.6     Levantamento Fotográfico

 

 

 

Figura 13 – Levantamento Fotográfico

 

 

 

 

 

 

Levantamento fotográfico realizado no entorno do terreno.


7      OBRAS ANÁLOGAS

 

 

7.1    Casa do Idoso – Um Centro de Referência do Brasil

 

 

Figura 14 – Fachada da Casa do Idoso

 

Figura 15 – Sala de Artesanato

 

Figura 16 – Sala de Aula de Informática

            A Casa do Idoso em São Josédos Campos[12] oferece oportunidades de convivência entre os idosos e a comunidade através de atividades diversas que promovem o desenvolvimento individual e coletivo. Localizada na Rua Euclides Miragaia, nº 508, Centro, a Casa do idoso atende cerca de 10 mil pessoas por mês, com idade acima de 60 anos, moradores da cidade. Coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Social da Prefeitura, desenvolve atividades livres no período das 08:00 às 17:00hs, com inscrição prévia feita no próprio local.

Algumas atividades Disponíveis:

•      Educação, alfabetização, informática;

•      Esportes, lazer, hidroginástica, ginástica, alongamento, avaliação;

•      Cultura, oficinas de curta e longa duração, coral, teatro, dança;

•      Atividades Livres, pintura, bordados, modelagem;

•      Saúde, atendimento com especialistas nas áreas relacionadas com o idoso.

            Essa obra análoga possui importância pelo trabalho que é desenvolvido, pois considerando os resultados apresentados e analisando a extensa programação de atividades oferecidas aos idosos diariamente, atendendo a cronogramas mensais os resultados são satisfatórios, o que incentiva, valoriza e prioriza as questões relacionadas aos idosos, garantindo cidadania, segurança, alegria e bem estar. O lado positivo desse programa é a condição de atender em média 10 mil pessoas/mês, no quesito de desenvolvimento e integração pessoal, social e afetivo através das atividades desenvolvidas. Entretanto, observa-se que a demanda está alem da capacidade operacional de atendimento aos idosos. As ofertas de atividades, cursos e atendimentos ficam limitadas às inscrições e limite de vagas.

        Diante da proposta apresentada pode-se usar como parâmetro para implementação de um Centro de Convivência, os resultados positivos, a aceitação da sociedade e o desempenho apresentado conforme histórico registrado através de fotos e dados informativos.

 

7.2    Centro de Lazer – Terceira Idade

 

            A proposta do Centro de Convivência para a Terceira Idade[13] é uma proposta inovadora e tem como conceito o envelhecimento saudável, visando atenção integral ao idoso, numa forma de trabalho preventiva. O terreno para implantação está localizado na cidade de João Pessoa. O objetivo é fazer com que o idoso mantenha sua independência e autonomia, diminuindo suas limitações. Existe a ação integral que é a assistência à saúde em especialidades diversas bem como a valorização das habilidades pessoais e experiência de vida, desenvolvendo atividades com outras gerações, dessa forma é possível trabalhar a inclusão social.

            O Centro é implantado respeitando a legislação de acessibilidade de pessoas com dificuldades de locomoção – ABNT NBR 9050 e o Estatuto do Idoso, por isso sua contribuição é muito significativa para o projeto, pois a normatização das áreas é fundamental para o estudo, suas respectivas disposições contribuem com idéias de implantação, funcionalidade e circulação entre as áreas que serão necessárias para o atendimento do publico alvo

            A disposição do estacionamento bem como as fachadas e o jardim, cria uma interação maior entre o ambiente e seu entorno, aproximando assim os idosos com o movimento da cidade. A vegetação é bem exposta sua predominância rasteira ajuda na vista das fachadas criando um vinculo maior entre transeuntes com o prédio, já que a fachada é disposta de brises que impedem a vista interna do mesmo.

            Sua construção é mais horizontalizada contribuindo para o acesso e deslocamento dos idosos, um ponto negativo é a piscina que se encontra posicionada na fachada oeste que poderia receber uma cobertura para que sua utilização não ficasse restrita em casos de chuva ou em tempos frios, é necessário pensar nesses contratempos ainda mais quando o público alvo são pessoas frágeis e devido a mudanças de tempo.

            Observando todo o projeto exposto é possível ver e extrair muitas coisas: o entorno chama atenção, sua interatividade é bem notória e ficaria bem aplicada com o local escolhido para o projeto. Suas fachadas com janelas de vidros e brises que não somente apresentam sua funcionalidade de iluminação e ventilação mais trabalham também no designer da fachada.

            Os ambientes são divididos por áreas especificas administração, social, serviços e etc. essa aplicação ajuda na funcionalidade e circulação dentro do prédio, setorizando e facilitando o acesso dos mesmos.

            O centro de convivência para idosos possui uma apresentação que é feita de duas formas dependendo da vista, duas entradas dispostas em ruas diferentes que possibilitam uma melhor funcionalidade de circulação, numa delas a vista mostra dois andares e na outra vista mostra somente um andar, pelo fato do declive do terreno.

            Diante disso, todo seu procedimento de criação e construção serve de base para o projeto em questão.

 

Figura 17 – Fachada Leste

 

 

Figura 18 – Fachada Oeste

 

 

 

 

Figura 19 – Fachada Oeste

 

 

Figura 20 – Fachada Oeste

 

 

Figura 21 – Fachada Leste – mostrando a entrada do nível mais alto

 

 

Figura 22 – Imagem dos vidros e brises dispostos nas fachadas sul e oeste

 

 

Figura 23 – Planta de Situação

 

 

Figura 24 – Planta de Cobertura

 

Figura 25 – Planta Baixa Térreo

 

Figura 26 – Baixa Superior

 

Figura 27 – Corte 01

 

Figura 28 – Corte 02

 

Figura 29 – Corte 03

 

Figura 30 – Corte 04

 

Figura 31 – Fachada Oeste

 

Figura 32 – Fachada Leste

 

Figura 33 – Fachada Norte

 

Figura 34 – Fachada Sul

7.3    Centro de Convivência da Terceira Idade – Jaraguá do Sul

 

            Há 12 anos foi inaugurado o Centro de Convivência da Terceira Idade em Jaraguá do Sul[14], com o objetivo de oferecer em suas instalações a permanência diurna aos idosos com extenso programa de atividades físicas, laborativas, recreativas, culturais, associativas e de educação para a cidadania.

            As propostas efetuadas em oficinas permitem a implantação de projetos direcionados a trabalhar as questões educacionais, recreativas, culturais, esportivas, de lazer, de assistência social e de saúde, dando ênfase principalmente nos aspectos preventivos.  O centro é mantido pela Prefeitura Municipal de Jaraguá do Sul, através da Secretaria de Desenvolvimento Social e Familiar e está preparado para um atendimento de segunda a sexta-feira no período de 7h45min às 11h45min e das 13h00min às 17h00min.

            O centro de convivência para a terceira idade conta também com diversos profissionais, educadores em educação física, terapeuta ocupacional, agentes comunitários, fisioterapeutas e agente de serviços gerais.

            Observa-se como aspecto positivo a ênfase para o resgate e desenvolvimento das questões da cidadania, dos valores pessoais e sociais através das participações públicas. A possibilidade de acesso a informações que visam o despertar da consciência sobre os direitos e deveres do idoso; o reconhecimento de suas capacidades individuais; a valorização da figura do idoso como ser atuante e competente, no cenário político, cultural e econômico da sociedade. Observa-se como fator negativo a interrupção no horário de almoço, o idoso nem sempre terá a garantia ou condições de uma alimentação saudável e balanceada em sua residência; condições em tempo hábil para retorno às atividades, e isto poderá interferir em seu total desempenho e aproveitamento das atividades.  

            O Centro de Atividades tem destaque como referencia; pois é considerado como motivador existencial, devido os resultados apresentados pelos idosos, quando lhes é facultada a oportunidade de expressar seus sentimentos, resgatar seus valores, explorar e incentivar seus talentos, a criatividade, a espontaneidade e a sabedoria; características inerentes a esta faixa etária. Vale ressaltar também o caráter preventivo das oficinas, o que auxilia a manutenção da saúde física e psicológica, a segurança e integridade individual, a confiança em si mesmo e nos outros. Os resultados satisfatórios das atividades e vivências individuais ou em grupo caracterizam um clima de alegria, bem estar e prazer de viver.

            Para o desenvolvimento das atividades, o centro de convivência da terceira idade, possui os seguintes espaços físicos: sala de dança espelhada; cozinha totalmente equipada; salas de artesanato; pequeno stand de tiro; salão para festas com capacidade para 1200 pessoas; 2 canchas de bocha; salas de jogos de mesa; pequena biblioteca e sala de estar com televisão e vídeo.

 

Figura 35 – Apresentação de Dança

 

 

Figura 36 – Reunião

 

 

Figura 37 – Banda Musical da Terceira Idade

 

 

Figura 38 – Aula de Ginástica I

 

 

Figura 39 – Aula de Ginástica II

 

 

Figura 40 – Coral              

 

 

Figura 41 – Fisioterapia

 

8      PROGRAMA

 

 

      O Centro de Convivência do Idoso tem como objetivo assegurar os direitos sociais do idoso, promovendo sua autonomia, integração e participação efetiva na sociedade. Serão oportunizadas as trocas de experiências contribuindo para a convivência grupal entre os indivíduos da cidade, dessa forma será possível desenvolver potencialidades culturais e artísticas, favorecendo o acesso dos idosos aos bens e serviços da comunidade.

 

 

 

8.1    Horário de Funcionamento

 

            De segunda à sexta-feira,  com atividades diurnas de 07h00min às 18h00min horas, e noturnas de 18h00min às 21h00min.

Horário para o café da manha de 08h00min às 09h00min, almoço de 12h00min às 14h00min e café da tarde de 16h00min às 17h00min.

8.2    Descrição das Atividades

 

  • Assistência médica: terá um pronto atendimento, salas de consultas diversificadas e profissionais contratados de acordo com a demanda e por produtividade (geriátrico, fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo, fonoaudióloga);
  • Alimentação: terá uma sala de refeições para funcionários e usuários, e de acordo com os eventos programas poderá ser aberto para a comunidade;
  • Atividades culturais e lúdicas: terá sala de leitura / biblioteca, sala de computação e jogos de estímulo intelectual (cartas, xadrez, quebra-cabeças, dominó, etc), sala de vídeo para projeção de filmes e palco para apresentação de peças teatrais e palestras;
  • Atividades recreativas: terá academia, com profissional contratado para orientação de ioga, musculação, ginástica e aulas de dança;
  • Atividades de produção: A intenção é de que o idoso se sinta integrado e útil à sociedade. Terá um espaço para marcenaria, trabalhos manuais como cerâmica, pintura, bordados, horta para trabalhar o plantio e atividades ligadas à natureza. As oficinas serão dirigidas por voluntários e terá parceria com grupos escolares e de faculdades;
  • Espaços abertos que serão utilizados como integração e contemplação, com horta e jardim, produção de verduras e flores. Piscina para atividades de hidroginástica;
  • Atividades de intercâmbio: Programação de passeios em cidades históricas e praias e intercâmbio com outros grupos;
  • Atividades de inclusão social: Programação que permita que as crianças e jovens da cidade participem das atividades programadas e trabalhar a aproximação do idoso com o convívio da família e sociedade, tornando-os cada vez mais ativos, produtivos e felizes;
  • Todo o espaço físico será planejado para atender aqueles que apresentarem dificuldades de locomoção e maior vulnerabilidade a acidente, ou seja, acessibilidade;

8.3    Dimensionamento dos Espaços

 

8.3.1     Setor Administrativo

 

Área Total: 64m²

 

8.3.1.1  Recepção

 

Função: Encaminhamento, espaço de estar e aguardar atendimento

Área: 25m²

 

Figura 42 – Recepção

 

 

 

 

8.3.1.2  Secretaria e Sala de Administração

 

Função: Coordenação das atividades e Documentação

Área: 32m²

 

Figura 43 – Secretaria e Sala de Administração

 

8.3.1.3  Sanitários

 

Função: Masculino e Feminino

 

Área: 7m²

 

Figura 44 – Sanitários

 

 

8.3.2     Setor Médico e Ambulatorial

 

 

Área total: 34m²

 

8.3.2.1  Assistência Social/Terapia Ocupacional

 

 

Função: Sala de Consulta

 

Área: 14m²

 

Figura 45 – Assistência Social/Terapia Ocupacional

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

8.3.2.2  Sala Médica

 

 

Função: Atendimento Geral (Geriatria, Fonoaudiologia, Nutricionista)

 

Área: 20m²

 

 

Figura 46 – Sala Médica

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

8.3.3     Setor Social

 

 

Área total: 794m²

 

8.3.3.1  Refeitório

 

 

Função: Refeições e encontros

 

Área: 100m²

 

 

Figura 47 – Refeitório

 

 

8.3.3.2  Biblioteca e Sala de Leitura

 

 

Função: Leitura

 

Área: 30m²

 

Figura 48 – Biblioteca e Sala de Leitura

 


8.3.3.3  Sala de Computação

 

 

Função: Internet e aulas de computação

Área: 30m²

 

Figura 49 – Sala de Computação

 


8.3.3.4  Bazares/Expositores

 

 

Função: Exposição da produção local

 

Área: 40m²

 

 

Figura 50 – Bazares/Expositores

 


8.3.3.5  Ateliers

 

 

Função: Marcenaria, pintura e cerâmica, trabalhos manuais e costura

Área: 100m² (4×25)

 

Figura 51 – Ateliers

 


8.3.3.6  Sala de Jogos

 

 

Função: Lazer e integração

 

Área: 42m²

 

Figura 52 – Sala de Jogos

 


8.3.3.7  Sala de Música

 

 

Função: Lazer e integração

 

Área: 30m²

 

Figura 53 – Sala de Música

 


8.3.3.8  Salão Multiuso

 

 

Função: Encontros, festas e eventos (TV/Vídeos)

 

Área: 150m²

 

Figura 54 – Salão Multiuso

8.3.3.9  Auditório

 

Função: Apresentações teatrais e palestras

 

Área: 77m²

 

Figura 55 – Auditório

 

8.3.3.10               Academia

 

 

Função: Ioga, alongamento, ginástica, musculação

 

Área: 54m²

 

Figura 56 – Academia

 

8.3.3.11               Piscina

 

 

Função: 1,10m profundidade

 

Área: 80m²

 

 

Figura 57 – Piscina

8.3.3.12               Vestiário/Banheiros

 

 

Função: Masculino e Feminino

 

Área: 46m²

 

Figura 58 – Vestiário/Banheiros

 

8.3.3.13               Banheiros

 

 

Função: Masculino e Feminino

 

Área: 15m²

 

 

Figura 59 – Banheiros

 


8.3.4     Setor Serviços e Espaços Abertos

 

 

Área total: 224m²

 

8.3.4.1  Cozinha

 

 

Função: Preparação de alimentos

 

Área: 62m²

 

Figura 60 – Cozinha

 


8.3.4.2  Horta

 

 

Função: Plantio

 

Área: 40m²

 

 

Figura 61 – Horta

 

8.3.4.3  Sala de Jardinagem

 

 

Função: Manutenção de áreas verdes

 

Área: 10m²

 

 

Figura 62 – Sala de Jardinagem

8.3.4.4  Depósito de Lixo

 

 

Função: Tonéis de armazenamento

 

Área: 10m²

 

Figura 63 – Depósito de Lixo

 

 

 

8.3.4.5  Depósito de Limpeza

 

 

Função: Local para armazenamento de materiais de limpeza

 

Área: 6,5m²

 

Figura 64 – Depósito de Limpeza

 


8.3.4.6  Despensa

 

 

Função: Local para o armazenamento dos alimentos

 

Área: 11m²

 

Figura 65 – Despensa

 

8.3.4.7  Área de Serviço

 

Função: Lavanderia

 

Área: 22m²

 

Figura 66 – Área de Serviço

8.3.4.8  Estacionamento

 

 

Função: Vagas para funcionários

 

Área: 62,5m²

 

 

Figura 67 – Estacionamento

 

 

8.3.4.9  Jardim

 

 

Função: Integração e convívio

 

Área livre.

 

 

CÁLCULO TOTAL DE ÁREA

SETOR

ÁREA

Setor Administrativo

64m²

Setor Médico e Ambulatorial

34m²

Setor Social

794m²

Setor Serviços e Espaços Abertos

224m²

ÁREA TOTAL

1.116,00m²

OBS: Acréscimo 15% na área total referente à parede e circulação

1.283,40m²

 

Tabela 1 – Cálculo Total de àrea


8.4    Fluxograma e Fisiograma

 

 

Figura 68 – Fluxograma e Fisiograma

8.5    Análise de Viabilidade Técnico Financeira

 

 

O presente projeto está sendo patrocinado pela Prefeitura de Rio Acima, que após mostragem dos objetivos e do planejamento acerca do espaço ratifica sua realização. Para tanto, busca-se também o incentivo de outras instituições, bem como de empresas que sejam parceiras nesse processo.

            Nesse contexto, há possibilidade de parcerias com diversos âmbitos, tais como: alimentação, construção, cooperativas de profissionais, equipamentos. Ou seja, para que haja a viabilização do projeto buscando qualidade e, da mesma forma, economicidade – princípio da Administração Pública – é preciso que aconteça uma busca minuciosa e aprofundada a respeito dos gastos com material, pessoal, despesas diversas, entre outros.

            Com isso, a partir dos objetivos estabelecidos com o projeto, percebe-se que é de grande valia para a inclusão do idoso na sociedade. Afinal, este indivíduo se configura como um sujeito que tem todos os seus significados nesse contexto.

            Dessa forma, para que aconteça a cristalização deste objetivo é necessário que ocorra o envolvimento dos diversos setores retratando a inter e multidisciplinaridade a fim de alcançar o que é previsto em lei, ou seja, o direito à vida, nesse caso, do idoso.

9      CONCLUSÃO

 

 

A partir da implementação do presente projeto promove-se a mudança na vida cotidiana dos idosos. Estes usuários do espaço criado terão maior acesso às diversas manifestações culturais e artísticas, bem como a livre escolha a respeito de suas práticas de lazer e ocupação do seu tempo livre.

Além do mais, a qualidade de vida dessas pessoas será aprimorada. Afinal, haverá a todo o momento acompanhamento de profissionais de diversas áreas com o intuito de beneficiá-lo de todas as maneiras. Seja com ganhos energéticos, com melhoras fisiológicas, biológicas, pessoais, assim como sociais. Dessa forma, os idosos poderão ser incluídos novamente na sociedade.

A inclusão social deles se configurou como objetivo central de tal trabalho e, portanto, sua concretização acontece na medida em que eles passam a conviver mais com diferentes indivíduos, pessoas com faixas etárias diversas, com as trocas de experiências e vivências. O convívio com os diferentes e a aproximação destas pessoas, configura como um retrato da inserção daquele que por diversas vezes tende a ser marginalizado por suas características e algumas perdas. Entretanto, o espaço de lazer tem como objetivo minimizar as desigualdades e enfatizar as igualdades, com isso, promover maior integração entre os diferentes sujeitos ali presentes. Dessa forma, o ambiente se torna único e capaz de permitir permutas entre as diversas faixas etárias que integram a sociedade.

 

 

 

10  REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

 

AGÊNCIA REGULAMENTA O FUNCIONAMENTO DE INSTITUIÇÕES PARA IDOSOS. Disponível em: <http://www.anvisa.gov.br/divulga/noticias/2005/260905_2.htm> Acesso em: 12/06/2011.

 

ANVISA: RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA. <www.saude.mg.gov.br/atos_normativos/legislacao…de…/RES_283.pdf> Acesso em: 12/06/2011.

 

BOMBEIROS MILITAR DE MINAS GERAIS: COMANDO GERAL DO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR. Disponível em: <www.bhprojetos.com.br/31.doc> Acesso em: 15/06/2011.

 

CAMARANO, Ana Amélia; KANSO, Solange. As instituições de longa permanência para idosos no Brasil. Rev. bras. estud. popul. [online]. 2010, vol.27, n.1, pp. 232-235.

 

CASA DO IDOSO. Disponível em: <http://www.sjc.sp.gov.br/sds/casa_idoso.asp> Acesso em: 15/05/2011.

 

CASA DO IDOSO. Disponível em: <http://casadoidoso.org.br/> Acesso em: 15/05/2011.

 

CENTRO DE LAZER PARA A TERCEIRA IDADE. Disponível em: <http://kmarquitetos.blogspot.com/2007_08_01_archive.html> Acesso em: 01/06/2011.

 

CENTRO DE CONVIVÊNCIA DA TERCEIRA IDADE DE JARAGUÁ DO SUL. Disponível em: <http://portal.jaraguadosul.com.br/modulos_externos/convivencia/> Acesso em: 01/06/2011.

 

CONCEPÇÕES DE QUALIDADE DE VIDA DE
IDOSOS ASILADOS DE PENÁPOLIS-SP. Disponível em: <http://www.efdeportes.com/efd97/idosos.htm> Acesso em: 10/05/2011.

 

IBGE. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br/cidadesat/painel/painel.php?codmun=315480#> Acesso em: 15/04/2011.

 

IBGE. Disponível em: <http://www.efdeportes.com/efd97/idosos.htm> Acesso em: 10/05/2011.

 

IBGE: população brasileira envelhece em ritmo acelerado. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1272&id_pagina> Acesso em:15/04/2011

 

LEI N° 10.098, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2000. Disponível em:<www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L10098.htm> Acesso em: 15/06/2011.

 

NORMA BRASILEIRA ABNT NBR 9050: Acessibilidade a edificações, mobiliário, Espaços e equipamentos urbanos. Disponível em: <portal.mj.gov.br/corde/arquivos/ABNT/NBR9050-31052004.pdf> Acesso em: 15/06/2011.

 

PINTO, G.B.: O lazer em hospitais: Realidades e desafios. 2009. 196 p. Dissertação (Mestrado em Lazer) – Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2009.

 

PORTARIA SMSA/SUS-BH Nº 052/2000. Disponível em: <http://www.mp.mg.gov.br/portal/public/interno/arquivo/id/4320>. Acesso em: 15/06/2011.

 

RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA. Disponível em: <www.mp.mg.gov.br/portal/public/interno/arquivo/id/4672> Acesso em: 15/06/2011.

 

REGIÃO METROPOLITANA DE BELO HORIZONTE. <http://geografiaaas.blogspot.com/2009/02/regiao-metropolitana-de-belo-horizonte.html> Acesso em: 17/05/2011.

 

RIO ACIMA. Disponível em: <http://www.rioacima.com/historia/historia+de+rio+acima.html> Acesso em: 22/04/2011

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

APÊNDICE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Apêndice A: Entrevista – Realizada com os Idosos de Rio Acima

ENTREVISTA

Nome:__________________________________________Idade: __________

Rua:__________________________________________________Nº_______

Bairro:__________________________Cidade:_________________________

1. O que você mais gosta de fazer durante o dia?

( ) Assistir televisão

( ) Caminhar / Passear

( ) Dormir

( ) Outros

2. As suas condições físicas te impedem ou atrapalham você a fazer o que precisa?

( ) Nada

( ) Muito pouco

( ) Bastante

( ) Extremamente

3. Você está satisfeito com o local onde você mora (clima, barulho, poluição, atrativos)?

( ) Bastante

( ) Extremamente

( ) Muito pouco

( ) Nada

4. Quais atividades você gostaria de acrescentar no seu cotidiano?

( ) Artesanato

( ) Atividades de Lazer (cinema, teatro, dança)

( ) Atividades físicas

( ) Informática

( ) Outros

 

 

5. Você está satisfeito com sua aparência física?

( ) Nada

( ) Médio

( ) Muito

( ) Completamente

6. Você tem dinheiro suficiente para satisfazer suas necessidades?

( ) Nada

( ) Médio

( ) Muito

( ) Completamente

7. Você consegue se locomover com independência?

( ) Nada

( ) Médio

( ) Muito

( ) Completamente

8. Você está satisfeito(a) com sua capacidade para o trabalho?

( ) Muito Insatisfeito

( ) Insatisfeito

( ) Satisfeito

( ) Muito Satisfeito

9. Você está satisfeito(a) com os serviços oferecidos pela Prefeitura? (Saúde, transporte, lazer, etc.).

( ) Muito Insatisfeito

( ) Insatisfeito

( ) Satisfeito

( ) Muito Satisfeito

10. Com que freqüência você tem sentimentos negativos?

( ) Nunca

( ) Algumas vezes

( ) Freqüentemente

( ) Sempre

 

 

Tabela 2 – Entrevista Rio Acima.

 

 

Tabela 3 – Entrevista Rio Acima.

 

 

Tabela 4 – Entrevista Rio Acima.

 

 

 

Tabela 5 – Entrevista Rio Acima.

 

 

Tabela 6 – Entrevista Rio Acima.

 

 

Tabela 7 – Entrevista Rio Acima.

 

 

Tabela 8 – Entrevista Rio Acima.

 

 

Tabela 9 – Entrevista Rio Acima.

 

 

Tabela 10 – Entrevista Rio Acima.

 

 

 

Tabela 11 – Entrevista Rio Acima.

Apêndice B: Entrevista – Instituição Aconchego

 

Em conversa com Cinthia Orsini de Castro, Terapeuta Ocupacional e proprietária da Instituição Aconchego, localizada na Pampulha foi realizada uma entrevista sem roteiro específico.

É uma instituição privada se mantêm através de mensalidade e possui hoje 15 idosos. Os quartos são separados por sexo, seguem-se as normas da vigilância sanitária e da Promotoria do idoso quanto à distância entre as camas, quantidade de idosos nos quartos e disposição dos móveis e quartos para casais são permitidos.

Para passar o tempo os idosos têm uma sessão de arte terapia por semana, revistas, jornais, filmes em DVD, além das atividades de estimulação cognitiva e motora oferecidas também semanalmente pela Instituição.

Com a estimulação cognitiva é possível prevenir e melhorar as condições físicas e mentais, essa estimulação nos grupos de terapia ocupacional é realizado duas vezes por semana e são oferecidas duas sessões de fisioterapia por semana. As cuidadoras e técnicas de enfermagem são orientadas pela fisioterapia para fazer exercício com os idosos nos outros dias.

Todas as refeições são produzidas no Aconchego. Os cardápios são preparados pela nutricionista que acompanha semanalmente os idosos. As compras de verduras e frutas são feitas toda semana e de supermercado mensalmente. São seis refeições diárias, sendo elas:

Café da manhã, vitamina, almoço, café da tarde, janta, chá com biscoitos. Entre as refeições são oferecidas água e suco natural aos idosos.

A higiene pessoal (banho, barba, higienização oral) dos idosos é feita pela equipe de cuidadoras. Cortar unhas, fazer limpeza dos ouvidos é de responsabilidade das técnicas de enfermagem e da enfermeira da casa.

A maior queixa do idoso por ficar internado é a falta da companhia de familiares, estes não visitam com freqüência e por se tratar de uma Instituição privada as pessoas que não possuem vínculos com os internos não visitam muito e são diversas vezes impedidos por burocracias para a visitação.

A edificação foi adaptada conforme a NBR9050 acessibilidade e possui licença da Prefeitura.

 

Apêndice C: Visita – Casa de Repouso Nosso Lar

 

 

Figura 69 – Casa de Repouso Nosso Lar

 

Centro de Convivência e Casa de Repouso Nosso Lar – Visita realizada no dia 16/04/11.

Hoje, estão internados 12 idosos sendo que apenas 04 se locomovem sozinho.

É uma Instituição particular, localizada no bairro Cidade Nova.

 

Figura 70 – Circuito interno de filmagem para que as famílias possam acompanhar de sua residência como está sendo tratado o idoso e o que ele esta fazendo.

 

Figura 71 – Barras de apoio em toda extensão do corredor

 

Figura 72 – Banheiro com barras laterais (vertical e horizontal) e assento de vaso elevado – as adequações na edificação são feitas de acordo com a NBR 9050.

 

 

 

Figura 73 -Banheiro masculino com barra da parede ao chão e elevador de vaso.

 

Figura 74 – Banheiro feminino com barras de apoio, elevador de vaso e cadeira de rodas de banho.

 

Figura 75 – Barras paralelas para atividade física e fisioterápica.

 

Figura 76 – Rampa para acesso ao interior da edificação e barras laterais de apoio.

 

 

Figura 77 -Canteiro no fundo do quintal com hortaliças.

 

Figura 78 – Quarto das senhoras idosas.

 

Figura 79 – Elevador para acesso ao 2º andar com capacidade 04 pessoas.

 

Figura 80 – Varanda do 2º pavimento com vistas para a rua.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Apêndice D: Entrevista – Lar da Vovó – Asilo Nossa Senhora da Piedade

 

Quem concedeu a entrevista foi a Coordenadora Daniela de Almeida, realizada no dia 26/03/11.

A Instituição abriga quantas idosas?

38 senhoras a mais nova tem 60 anos e a mais velha 96.

Como as idosas  se organizam nos quartos?

A organização dos quartos é feita através de afinidades entre elas e também conforme necessidade de cama hospitalar ou cama tradicional.

O que está disponibilizado para o lazer?

Elas fazem pinturas, trabalhos manuais, pátio com revistas e jornais.

Como é feita a alimentação? Quantas vezes?

A alimentação é feita de acordo com a necessidade individual, como por exemplo, comidas pastosas, semi-sólidas, sólidas, com ou sem açúcar. Servimos chás, sucos, manga, pães, biscoitos, gelatina, dentre várias outras opções, além é claro do almoço e jantar. São oferecidos os alimentos 6 vezes ao dia.

Como é feita a higiene pessoal? Quem fica responsável por isso?

A higiene pessoal é feita pelas cuidadoras de idosos sendo supervisionado pela técnica de enfermagem e supervisora.

Como elas passam o tempo?

A maioria fica vendo Televisão, onde muitas vezes colocamos filmes, vídeos de músicas, e outras gostam de ficar no pátio, lendo. E nos dias do trabalho manual as que apreciam essa atividade vão até a sala de artes, e as outras que não gostam ou que possuem limitações para realizar essa tarefa, ficam vendo TV, algumas gostam também de fazer tricô.

Como melhoram e previnem suas condições físicas e mentais?

Físicas: através de fisioterapia e exercícios com o pessoal de Educação Física da prefeitura; e mental através mesmo de trabalhos manuais, livros.

Do que sentem falta?

Dos familiares e de suas casas.

Os familiares visitam com freqüência?

A maioria dos idosos não recebem visita dos familiares.

A edificação possui licença da Prefeitura?

Sim.

Respeita a ABNT NBR9050 – Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos?

Sim. Além de ser lei, é uma das nossas prioridades, para que elas tenham segurança e conforto.

Muitas pessoas que não possuem vínculos com os internos os visitam?

A maioria que nos visitam não são parentes delas.

É uma instituição publica ou privada? Como a instituição se mantém?

Privada, porém filantrópica. Contamos com uma pequena ajuda da Prefeitura e o restante através de doações.

 

Apêndice E: Visita – Lar da Vovó – Asilo Nossa Senhora da Piedade

 

Realizada no dia 26/03/11.

 

Figura 81 – Lar da Vovó – Asilo Nossa Senhora da Piedade.

 

Figura 82 – Pátio amplo para banho de sol e uma mangueira com sombra.

 

Figura 83 – Capela e oficina de artes (tricô, pintura e crochê).

 

Figura 84 – Interior da Capela.

 

Figura 85 – Pátio com um jardim.

 

Figura 86 – Rampas e corrimão conforme solicitado da NBR9050.

 

Figura 87 – Refeitório – Usado pelas idosas que se locomovem sozinhas.

 

Figura 88 – Refeitório – Espaço destinado para as idosas que possuem a mobilidade reduzida.

 

 

Figura 89 – Cozinha com acesso apenas a funcionários.

 

Figura 90 – Escada com acesso que apresenta risco fechado.

 

Figura 91 – Banheiro acessível – Base em alvenaria para elevar o vaso sanitário e barra lateral.

 

Figura 92 – Chuveiro com aquecimento solar e barras de apoio.

 

 

Figura 93 – Corrimão em todo interior da edificação com barras paralelas.

 

Figura 94 – Quartos com camas hospitalares e comuns para atender à necessidade de cada senhora.

 

Figura 95 – Quartos com banheiros para facilitar o acesso também equipado com barras de apoio e elevador de vaso.

 

Figura 96 – Espaço para oficina e trabalhos manuais.

 

 

 


 

 

ANEXO

 

 

 

 

 

 


[2] Retirado de: Políticas Públicas de saúde da pessoa idosa do SUS.

 

[3]Disponível em: <http://www.efdeportes.com/efd97/idosos.htm>. Acesso em: 10/05/2011.

[4]Disponível em: <http://www.mp.mg.gov.br/portal/public/interno/arquivo/id/4320>.Acesso em: 15/06/2011.

[5] Disponível em:<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L10098.htm>;. Acesso em: 15/06/2011.

[6] Disponível em:<http://www.mp.mg.gov.br/portal/public/interno/arquivo/id/4672>. Acesso em: 15/06/2011.

[7] Disponível em:<portal.mj.gov.br/corde/arquivos/ABNT/NBR9050-31052004.pdf>. Acesso em: 15/06/2011.

[8] Disponível em:< www.bhprojetos.com.br/31.doc>. Acesso em: 15/06/2011.

[9] Apêndice A

[10] Disponível em: <http://www.rioacima.com/historia/historia+de+rio+acima.html>. Acesso em:22/04/2011.

[12] Disponível em: <http://www.sjc.sp.gov.br/sds/casa_idoso.asp> Acesso em: 15/05/2011

[13] Disponível em: <http://kmarquitetos.blogspot.com/2007_08_01_archive.html> Acesso em: 01/06/2011

[14] Disponível em: <http://portal.jaraguadosul.com.br/modulos_externos/convivencia/> Acesso em: 01/06/2011

 


Jornal Hoje em Dia faz reportagem sobre o trabalho do cuidador de idosos

junho 7, 2011

Com amor e respeito

Elemara Duarte
Repórter

Amor e respeito. Essas são as premissas que devem impulsionar quem queira trabalhar como cuidador de idosos. Qualificação também é um importante ingrediente para moldar o perfil profissional desta ocupação que tem sido reconhecida como a «profissão do futuro». «É mais que isso. É uma profissão do presente. Com o aumento da população idosa, a necessidade é para agora», argumenta o presidente da Associação de Cuidadores de Idosos do Estado de Minas Gerais (ACI-MG), Jorge Roberto Afonso de Souza Silva.

Desde 2001, a atividade é reconhecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego como uma ocupação. Entretanto, tramita no Congresso Nacional uma lei com a proposta de regulamentá-la como profissão. Em Belo Horizonte, vivem mais de 200 mil idosos. A capital mineira ainda é cenário para duas ações pioneiras no país: o curso Seqüencial Superior de Cuidadores de Idosos, da Universidade Fumec, e a ACI-MG, que reúne cerca de 700 associados.

Cursos preparam cuidadores de idosos

Quando o cuidador de idosos Jorge Roberto Afonso de Souza Silva, 24 anos, trabalhou pela primeira vez com uma idosa, talvez ele nem soubesse que aquela oportunidade daria início a uma longa jornada que hoje inclui a primeira associação representativa da classe no Brasil. «Eu tinha 19 anos e a mãe da paciente, que era médica, me passou os procedimentos», lembra ele, que ficou no serviço três meses. Desde então, não parou mais de trabalhar na área. «Parei um tempo para buscar qualificação», diz, acrescentando que fez o curso superior de Cuidador de Idosos, na Fumec.

A Secretaria de Assistência Social definiu o cuidador de idosos em três grupos, também a maneira como são cadastrados os associados na ACI-MG: informal (pessoa que trabalha por aptidão e de forma voluntária), formal (aquele que tem qualificação mínima e recebe remuneração) e profissional (portador de diploma de curso superior de cuidador).

Jorge Roberto é o presidente da ACI-MG, entidade que oferece o curso básico. «Os interessados não devem fazer curso com menos de 40 horas. É fundamental conferir na programação se os professores são multidisciplinares, como fisioterapeuta, psicólogo, assistente social, nutricionista, fonoaudiólogo, enfermeira e terapeuta ocupacional», orienta.

Além dos cursos, a associação também oferece encaminhamento profissional. Nesse caso, a família interessada pode ligar para a associação e requisitar o profissional de acordo com a sua necessidade. Somente na primeira quinzena de setembro, a associação encaminhou cerca de 20 cuidadores – dois profissionais são solicitados, em média, a cada pedido. Um terço dos 150 cadastrados está na faixa entre 40 e 50 anos, o que promove a recolocação de trabalhadores mais velhos.

Quem quiser atuar na área precisa se qualificar. O curso básico exige idade mínima de 18 anos e que seja alfabetizado. Outras características são equilíbrio psicológico e que goste de idosos. Para a coordenadora do Curso de Cuidador de Idosos da Fumec, Carla Campolina, um bom profissional precisa se colocar no lugar daquele que irá assistir e se perguntar: «Como eu gostaria de ser cuidado se estivesse no lugar dele?»

No curso superior da Fumec, a grade curricular apresenta três pilares. O primeiro deles é a assistência ao idoso, que é semelhante a alguns procedimentos de enfermagem, como orientação para dietas e higiene. O seguinte contempla noções jurídicas e sociais referentes à cidadania. A próxima fase é sobre gestão de instituições e empresas, como agências de turismo, centros de convivência e instituições de longa permanência de idosos (ILPI), os asilos.

Na visão do presidente da ACI-MG, o empregador ou família empregadora também tem um papel a cumprir: reconhecimento familiar, traduzido por carteira assinada, carga horária justa e salário compatível (a média atual é de R$ 600 a R$ 700).

Lúcia de Fátima de Assis trabalhava na indústria. Ela se define apaixonada pelos idosos, afinidade que a levou, aos 50 anos, a mudar de profissão. Há um ano fez o curso básico e, a partir dessa época, não parou mais de trabalhar na área. «A minha chefe me chama de Anjo Noturno. Pode ligar para ela para confirmar», orgulha-se Lúcia, referindo-se ao seu atual emprego, em que cuida de três senhoras, uma jornada que vai das 19 às 7 horas, de segunda-feira a sábado.

Organizada pela ACI-MG, Belo Horizonte recebe, no dia 27 de outubro, o 1º Encontro de Cuidadores de Idosos do Estado. A programação será preenchida com debates sobre as questões referentes à «profissão do futuro», especialmente, os empregos. O encontro será realizado na Avenida Afonso Pena, 1.500, das 9 às 17 horas.

Centro oferece atividades específicas

«Temos hóspedes e clientes», define a proprietária do Centro de Convivência Prolongar, Marisa Starling de Paiva. Junto com a sócia, Laura Maria Teixeira Soares, Marisa inaugurou o empreendimento há três meses, no Bairro Bandeirantes, Região da Pampulha. O centro é voltado para o público da terceira idade -internos ou idosos hígidos (sadios) pela manhã e à tarde, quando são oferecidas atividades de lazer, ioga, medicina oriental e massagens. Há também espaços com piscina e área para caminhada e churrasqueira. Marisa e Laura são cuidadoras de idosos graduadas pela Fumec.

De acordo com informações do site do Centro Interdisciplinar de Assistência e Pesquisa em Envelhecimento (Ciap), no Brasil a expectativa de vida ao nascer, que era de 33,7 anos na década de 40, alcançou em 2000 o patamar de 68 anos para homens e 72 para mulheres. A capacitação dos cuidadores de idosos tem, portanto, papel essencial quando se fala em promoção de qualidade de vida e ação profilática, o que traz resultados como evitar internações e diminuir o custo saúde destes cidadãos.

http://www.aciminas.com.br/index.php?p=noticias&nid=24


Centro de Convivência Maria Cândida da Silva

junho 7, 2011

Centro de Convivência Maria Cândida da Silva

por Assessoria de Comunicação

04/03/2009 07:30

Secretaria Municipal de Assistência Social

O Centro de Convivência do Idoso “Maria Cândida da Silva”, fica situado na Rua Professor Francisco Santiago, nº 198 – Centro. É um setor da SEAS (Secretaria de Assistência Social) da Prefeitura de Itaúna.

É um espaço destinado à prática de atividades físicas, sócio-culturais e de lazer para os idosos. No CCI (Centro de Convivência do Idoso), com as atividades desenvolvidas, passa a ter mais facilidades para aceitar-se e aceitar as diferenças decorrentes da idade. Passa a descobrir novas perspectivas e mudanças em seu bem estar físico e psíquico. Resgata a auto-estima, o idoso sente-se valorizado e capaz de atuar novamente na sua família e em outros núcleos sociais.

Entre as várias atividades oferecidas destacamos:

- Oficina de música;
- Fisioterapia voltada ao portador de Alzheimer;
- Trabalho de conscientização corporal;
- Alongamento e recreação;
- Aulas de dança de salão e dança sênior;
- Formação de dança artística;
- Massoterapia;
- Organização e acompanhamento de atividades turísticas;
- Aulas de informática;
- Sala de relaxamento;
- Biblioteca;
- Trabalho de reeducação postural;
- Avaliação física;
- Comemoração de datas festivas;
- Eventos/ palestras;
- Cadastramento e recadastramento, confecção e entrega de carteirinhas de transporte gratuito ao idoso que já tenha completado de 65 anos de idade.

As atividades desenvolvidas pelo Centro de Convivência do Idoso, tem como meta desenvolver ações psicoterápicas, visando o bem estar social e possibilitar a maior interação do idoso ao seu meio.

Atende também dentro do possível, aos anseios e necessidades dos Grupos de Convivência da Terceira Idade que se reúnem regularmente duas vezes por semana em vários bairros de Itaúna.

http://www.itauna.mg.gov.br/mat_vis.aspx?cd=9285


CENTRO DE CONVIVÊNCIA PARA A TERCEIRA IDADE

junho 7, 2011

O atendimento no Centro de Convivência da Fundação Pró-Famíliaconsiste em atividades realizadas em espaço físico específico, dotado de infra-estrutura que permite a permanência dos idosos durante o dia com uma capacidade de atendimento para 100 idosos/dia.

Os centros de Convivências tem como finalidade promover atividades destinadas ao idoso, além de promover a sociabilidade,possibilitar a sua independência e conscientizando-os de suas possibilidades criativas e intelectuais. Proporciona ao idosos a satisfação pessoal, evitando sua marginalização social.
Os Centros de Convivência desempenham um importante papel de mediador, necessário para que as pessoas na terceira idade tenham uma inserção no convívio social. Hoje em dia mostra que a vida cotidiana dos idosos que participam de grupos de conveniência, e de outros grupos é significativamente diferente daqueles que não participam de nada; permanecendo a maior parte de seu tempo em casa. As pessoas socialmente mais ativas organizam suas atividades cotidianas, sempre tendo em vista suas atividades sociais. Aquele que fica em casa organiza seu cotidiano em torno das atividades domésticas. Esses Centros de Convivência estão modificando os hábitos dos idosos, percebemos, através das pesquisas que os idosos que participam nestes centros de convivência sente a solidão e o abandono menor, tornando-os com mais auto-estima e com maior independência dentro de sua comunidade.Entre outras programações, a pró família através do Centro de Convivência para a Terceira idade, realiza viagens, passeios turísticos, beneficiando mais de 2.100(mil)idosos de todos os bairros do município de Blumenau que são atendidos nos núcleos externos e no Centro de Convivência. Com o objetivo de integrar esses grupos da terceira idade, a PRÓ FAMÍLIA, promove a escolha do “Casal Representante da Terceira Idade do Município de Blumenau”, também o “Festival de Talentos da Terceira Idade”, onde além de mostra plástica com obras de pintura, escultura, colagem, desenho, há atrações de canto, música e instrumental. Outro evento que deve ser destacado é a participação dos idosos nos jogos “Regionais da Terceira Idade do Médio Vale do Itajaí”.
 
 
CENTRO DE CONVIVÊNCIA PARA A TERCEIRA IDADE Rua Alberto Stein, s/nº, em frente ao Parque Ramiro Ruediger Blumenau – SC
 
http://dalvaday.blogspot.com/2007/10/2007-centro-de-convivncia-para-terceira.html

Centro de Convivência da Terceira Idade

junho 7, 2011

O crescimento vertiginoso da população na faixa etária superior a 60 anos, que conforme a Organização Mundial de Saúde foi designada de terceira Idade tem despertado a atenção da sociedade e dos órgãos governamentais.
Assim ações são definidas nos diversos âmbitos da administração pública para promover, proteger e prevenir as situações resultantes da demanda de atenção para essa importante parcela da população: os idosos.

O início
Planejado á partir de agosto de 1998 e inaugurado em 18 de maio de 1999, o Centro de Convivência da Terceira Idade estabeleceu-se frente á necessidade constatada pela administração em vigor, de manter, ampliar e intensificar as propostas de ações já concretizadas anteriormente por meio do Programa Conviver (leia mais) da Prefeitura Municipal e atividades da AGTI – Associação dos Grupos de Terceira Idade – (leia mais) órgão não-governamental de nosso município que congrega hoje 30 grupos de terceira idade.

Estatísticas
As últimas estatísticas apontam para um número de cidadãos na faixa etária de 60 anos acima de cerca de 7.936 em nosso município. Cadastrados nos 30 grupos de terceira idade temos uma média de 2.600 idosos.

Objetivos e propostas
Nesse contexto, Jaraguá do Sul implantou o Centro de Convivência da Terceira Idade com a “finalidade de proporcionar a permanência diurna do idoso, desenvolvendo atividades físicas, laborativas, recreativas, culturais, associativas e de educação para a cidadania”, embasando suas propostas em oficinas que possibilitam implantação de projetos para trabalhar as questões educacionais, recreativas, culturais, esportivas, de lazer , de assistência social e de saúde – principalmente em seu caráter de prevenção.

Os profissionais:
Conta hoje com os profissionais: educadores sociais na área de educação física, terapeuta ocupacional, agentes comunitários, fisioterapeuta e agente de serviços gerais.

Horário de Atendimento
Planejado para atender diariamente de segunda á sexta-feira, das 7:45 ás 11:45 e das 13:00 ás 17:00 hs, proporcionando a permanência diurna dos idosos em nossas instalações.

Atividades semanais
Além desses eventos pré-programados que tem sua realização em datas e períodos pré-estabelecidos, o Centro de Convivência tem atividades periódicas em sua agenda semanal (leia mais) em forma de cursos de danças, ginástica, jogos, banda musical, coral, culinária, trabalhos manuais e visitas de atendimento fisioterápico domiciliário.

Os projetos
Os projetos (leia mais) objetivam dinamização dos trabalhos que envolvem desde posição política frente á essa linha de ação governamental, á ampliação do acesso aos benefícios e serviços aos quais tem direito o cidadão idoso, aumentando o acesso á informações que possibilitem consciência de seus direitos e deveres, mobilizando e estimulando esses cidadãos a continuarem assumindo suas posições frentes á vida política, cultural e econômica da sociedade, fortalecendo através de suas participações públicas em eventos de diferentes âmbitos no município a se mostrarem atuantes, fortalecendo a valorização que se deve prestar á eles por parte da sociedade, desmistificando estigmas infundados sobre suas limitadas competências de atuação seja na área econômica, política ou cultural como nas propostas de participação em ações esportivas e que envolvam seu aporte físico para reconhecimento pessoal e como uma classe social.

Os espaços físicos
O CCTI oferece sala de dança espelhada, cozinha totalmente equipada, salas de artesanato, pequeno stand de tiro, salão para festas com capacidade para cerca de 1200 pessoas e ainda 02 canchas de bocha, sala de jogos de mesa, pequena biblioteca e sala de estar com televisão e vídeo.

 
A operacionalização
01.
Oficinas para realização de atividades físicas, laborativas, recreativas, entre outras;
02.
Integração dos Idosos e Coordenadores e Voluntários dos Grupos de Terceira Idade e benefícios do Programa Conviver (que subsidia financeiramente alimentação-café da tarde nos encontros desses grupos – e viagem de lazer para os idosos);
03.
Benefícios, serviços, orientações e encaminhamentos aos idosos que estão cadastrados na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação;
04.
Palestras, seminários, reuniões e demais atividades referentes à terceira idade (para os idosos, voluntários e coordenadores, familiares, técnicos e profissionais afins e comunidade);
05.
Visitas aos grupos de terceira idade para realização de atividades com os idosos.

 

http://portal.jaraguadosul.com.br/modulos_externos/convivencia/


CENTRO DE LAZER – TERCEIRA IDADE

junho 6, 2011

 








Planta de Situação 
Planta de Coberta

Planta Baixa Térreo

Planta Baixa Superior

Corte 01

Corte 02

Corte 03

Corte 04

Fachada Oeste

Fachada Leste

Fachada Norte

Fachada Sul

 

O terreno proposto para a implantação do Centro de Convivência para os idosos, localiza-se na cidade de João Pessoa, capital da Paraíba, no bairro do Altiplano do Cabo Branco, este ocupa uma das regiões mais elevada da cidade. Deste fato decorre a origem do nome. O Altiplano limita-se ao sul com os bairros do Bancários e Portal do Sol, ao leste com o a bairro do Cabo Branco, ao oeste com o Vale do Rio Timbó, e ao norte com o Rio Jaguaribe e o bairros de Miramar.

 

Ocupando uma área de225,6 ha(66 hade área verde e159,6 hade área construtível), com uma população de 4.151 habitantes, sendo a densidade do bairro corresponde a 26 habitantes/ha no ano 2000, e 34,97 habitantes/ha em 2005, segundo dados da Secretaria de Planejamento da Prefeitura de João Pessoa.

 

O terreno é de formato retangular com dimensões de 52,00m ao norte, limitando-se com a Rua Ana Guedes de Vasconcelos, 92,00m ao leste com a rua projetada-quadra 427, 52,00m ao sul, com a rua Ruy Costa e 92,00 ao oeste, com a quadra 429, totalizando uma área de 4784m². Inserido em um bairro de características residenciais, a tipologia das construções do entorno é bastante simples com características regionais, com larga utilização de telhado de duas ou quatro águas e telha canal.

 

O local escolhido possui uma declividade média de3,5 metros, no sentido leste/oeste. O solo é tipo arenoso, sem vegetação significante. Atualmente possui uma construção simples que será demolida para à inserção da nova edificação. O limite ao oeste com o Vale do Rio Timbó, assegura ao lote um entorno agradável, com a visão elevada do vale e toda a sua vegetação, garantindo uma integração maior com a natureza, somado a qualidade de ventilação que posição do terreno proporciona.

 

Segundo o Código de Obras da Cidade de João Pessoa, o terreno estudado está submetido a uma taxa de ocupação 40%, a um índice de aproveitamento 1,65, recuo lateral4 metros, frontal5 metrose fundos3 metros. O local é de fácil acesso, servido da linha de ônibus 401-Altiplano, com uma parada em frente ao lote, beneficia-se pela existência da rede de esgotos e iluminação.

 

Próximo do terreno encontra-se a ESMA-PB, Escola Superior de Magistratura da Paraíba, a Avenida João Cyrilo Silva, que serve de acesso a Ponta do Seixas, e as praias do litoral Sul, além da proximidade com a Av. Beira-Rio que liga o bairro diretamente ao centro da cidade e à praia do Cabo Branco promove um acesso direto à zona sul da cidade.

 

O programa de necessidades adotado para o Centro de Convivência para a Terceira Idade foi elaborado a partir das necessidades expostas pelo GEAL – Grupo Espírita Ave Luz, que solicitou a elaboração e desenvolvimento deste projeto. O pré-dimensionamento dos ambientes foi feito com base na análise dos projetos de referência, na legislação vigente relativa a acessibilidade de pessoas com dificuldade de locomoção – ABNT NBR 9050, e no Estatuto do Idoso.

 

De acordo com o programa apresentado e o devido pré-dimensionamento dos espaços, partiu-se para o zoneamento dos ambientes relacionados de acordo com suas respectivas funções e tomando como base a orientação geográfica e o regime de ventos.

 

Os ambientes foram distribuídos em dois pavimentos, com áreas internas e externas à edificação.

 
  • Acesso Principal: destinado à recepção, espera e estar, devendo encaminhar o usuário aos demais acessos da edificação.
  • Entorno: são as áreas externas ao edifício, dentro dos limites do terreno. Compõe-se de jardins, piscina e estacionamentos;
  • Área social: são os grandes salões multifuncionais destinados a atividades físicas, culturais e intelectuais;
  • Área Administrativa: ambientes relacionados à direção do equipamento e serviços administrativos, contemplando a gerência, sala de reunião, arquivo e almoxarifado.
  • Área do restaurante: formada pelo salão de refeições que possibilita livre acesso para todos os usuários.
  • Área de serviços: composta por cozinha, despensa, depósito, almoxarifado e central de gás. A cozinha é formada por quatro zonas distintas: preparo de alimentos, lavagem de utensílios, depósito de utensílios e distribuição dos alimentos.
  • Área para funcionários/ vestiários: localizam-se próximas à cozinha para assegurar o fácil acesso dos funcionários.
  • Área médica: contempla um consultório médico, uma enfermaria, sala para assistente social, consultório odontológico.
 

Devido ao declive de 3,50m no sentido leste/oeste do terreno, foi possível organizar o edifício em dois pavimentos com acessos diretos, sendo possível a entrada dos usuários por qualquer deles.

 


Acessos

 
  • Público
 

Há dois acessos ao público, um no pavimento térreo e outro no pavimento superior. A existência de um acesso direto para cada pavimento decorreu da intenção de facilitá-lo aos usuários com dificuldades de locomoção. A conexão entre os pavimentos é feita através de uma escada e uma rampa localizadas uma ao lado da outra na porção central/ leste da edificação.

 
  • Restrito
 

Destinado à entrada de funcionários, carga e descarga de material, retirada de lixo e reabastecimento de gás de cozinha. Localiza-se na porção norte/ leste do terreno, no pavimento superior.

 


Áreas Externas

 
  • Estacionamento
 

O estacionamento do Centro constitui-se de 38 vagas, sendo 07 destinadas ao uso de portadores de deficiência, atendendo à quantidade exigida pela norma da STTRANS – Secretaria de Transportes e Trânsito municipal. As vagas estão distribuídas nas porções leste (pavimento superior) e oeste (pavimento térreo) do terreno, próximas aos respectivos acessos de cada pavimento.

 
  • Jardins e piscina
 

No pavimento superior, a área destinada aos jardins encontra-se na porção leste do terreno. O projeto propõe jardins ornamentais, com vegetação rasteira e palmeiras para possibilitar uma melhor visibilidade da edificação. No térreo, a oeste do terreno, voltado para o vale do rio Timbó, o jardim será composto por árvores de diversas espécies frutíferas, com copas frondosas que proporcionarao sombra ao lugar, permitindo o seu uso em qualquer horário. Neste local encontra-se a piscina com deck de apoio, a pista de caminhada e assentos para descanso e lazer.

 


Edificação

 
  • Térreo
 

Este pavimento compõe-se de um grande foyer destinado a atividades físicas leves como dança, alongamento, yoga; salas para oficinas, sala de informática/ Internet, dois conjuntos de dois sanitários (masculino e feminino) adaptados ao uso de portadores de deficiência sendo um para utilização exclusiva dos usuários da piscina; administração pedagógica formada pela sala de professores, secretaria e coordenação; auditório para 120 lugares com sala de projeção e dois depósitos; rampa, escada e quiosque para lanches localizado ao lado da escada.

 
  • Pavimento Superior
 

Constitui-se de um grande salão multifuncional em forma de L onde uma parte destina-se à espera do atendimento médico e a outra serve como sala de jogos e exposições culturais; dois sanitários (masculino e feminino) adaptados ao uso de portadores de deficiência; recepção, onde funciona o balcão de informações e o controle do atendimento da área médica; administração geral do edifício; consultório médico; consultório odontológico; sala para consultório psicológico e assistência social; enfermaria; almoxarifado.

 

A área de refeitório é formada por dois sanitários (masculino e feminino) adaptados ao uso de portadores de deficiência; uma cozinha subdividida em área de preparo, cocção, lavagem de utensílios e praça de garçons, despensa de alimentos e despensa de utensílios.

 

A área de serviço compõe-se de depósito de material de limpeza, almoxarifado, dois vestiários para funcionários, estar de funcionários e, em local específico, fora da edificação, depósito de lixo e depósito de gás.

 

A torre de caixa d’água localiza-se na porção nordeste no ponto mais alto do terreno para proporcionar o desempenho otimizado em relação à pressão da água.

 


Estrutura e materiais aplicados

 

A opção pela modulação da estrutura, com pilares de concreto de 40cm de diâmetro a cada6 metros, sustentando uma coberta de estrutura metálica de aparência leve, decorre da intenção em obter uma planta livre e flexível, que permita as mudanças necessárias ao projeto de acordo com os usos dos ambientes ao longo do tempo. Tal modulação foi adotada para atender ao tamanho das peças metálicas disponíveis no mercado com o intuito de amortizar os desperdícios e proporcionar economia à construção. A estrutura metálica é formada pela triangulação de perfis “I” em aço, criando o sistema estrutural de uma tesoura que, aliado a alta resistência do material ao momento fletor da peça permite alcançar grandes vãos com pilares apenas nas extremidades da edificação e promovendo a total flexibilidade em relação aos usos dos espaços internos. A coberta compõe-se ainda de telhas termo-acústicas em alumínio, bastante leves, vencem grandes vãos exigindo pequenas inclinações, gerando economias no pré-dimensionamento da estrutura.

 


Conforto ambiental

 

Neste sentido, o principal desafio ao projeto era associar a plena visibilidade do vale do rio Timbó a uma ótima qualidade de conforto térmico, já que a fachada voltada para o vale é a oeste, aquela com maior incidência de raios solares durante o período vespertino e a que poderia permitir maior desconforto térmico no interior do edifício. Adotou-se o uso de grandes beirais associados ao uso de brises fixados nas estruturas metálicas que compõem os beirais. Os brises percorrem todo o perímetro do edifício a fim de proporcionar a ventilação cruzada e constante no interior de toda a edificação.

A proposta inovadora do Centro de Convivência para Terceira Idade pauta-se no conceito de envelhecimento saudável, que consiste na atenção integral ao idoso, numa perspectiva de prevenção, com o objetivo de manter sua autonomia e independência e diminuir as limitações. A atenção integral pressupõe a assistência à saúde em suas diversas especialidades e o desenvolvimento do potencial humano do idoso, com a valorização das habilidades pessoais e experiência de vida, a convivência intergeracional, a participação comunitária e a inclusão social.

FICHA TÉCNICA

ARQUITETURA | MÁRCIO LUCENA
COLABORADOR | HÉLIO COSTA LIMA

LOCAL | ALTIPLANO . JOÃO PESSOA/PB
PROJETO | 2006
ÁREA CONSTRUIDA | XM²
ÁREA DO TERRENO | 4784M²

MODELAGEM 3D | MARCELO DINIZ
IMAGENS 3D | BRUNO GOUVEA

Fonte: http://kmarquitetos.blogspot.com/2007_08_01_archive.html


Vida Saudável

junho 6, 2011

Vida SaudávelA população brasileira está envelhecendo. Hoje, no Brasil, há 18 milhões de idosos no país, o que corresponde a pouco mais de 10% do total da população. Estima-se que, em 2025, essa porcentagem corresponda a 14%.
Todos os seres vivos sofrem um natural e esperado processo de envelhecimento e, para que este ocorra da melhor forma possível, é importante estarmos preparados para enfrentar os desafios que a população de idosos representa.

 

É preciso aceitar essa fase como um importante capítulo do livro da vida. Então, como se manter bem, mesmo na presença de algumas doenças crônicas, tão comuns nessa faixa etária?

• Muitas doenças são crônicas, e não é possível ter a cura delas, mas podem e devem estar controladas. Isso, na maioria das vezes, depende muito de você.

• Faça o tratamento de reabilitação de seqüelas ocasionadas por alguma doença crônica.

• Mantenha hábitos saudáveis: não fume, não beba em excesso, evite ambientes com ruídos intensos e exposição solar sem proteção. Tenha uma alimentação rica em fibras (frutas e verduras) e pobre em gorduras saturadas.

• Pratique uma atividade física. Isso ajuda a melhorar a sua condição física, dá mais disposição, ajuda a controlar doenças como hipertensão, diabetes e colesterol alto, diminuindo o estresse, a depressão e o isolamento.
• Tenha um sono adequado: dormir bem ajuda a manter o corpo em bom funcionamento.

• Pratique atividades de lazer, como passear, ir ao cinema, ao teatro, viajar, fazer amigos e dançar. Enfim, tenha como lazer aquilo que lhe dá prazer.

• Mantenha a sexualidade: não valorize apenas o ato sexual. Lembre-se de que o contato e o afeto são muito importantes.

• Tenha metas e objetivos. Planeje o seu futuro. Participe de decisões pessoais, familiares e sociais.

• Não deixe de ter atividades intelectuais. Leia muito, faça cursos, esteja por dentro dos assuntos que acontecem no mundo. Isso contribui para preservar a sua memória.

• Tenha fé, acredite em algo, cultive a espiritualidade. Estudos mostram que são úteis para manter o equilíbrio mental.

Até o momento, a ciência não descobriu nenhum antídoto para combater o envelhecimento. Suplementação vitamínica, drogas antioxidantes e anestésicos, nenhuma dessas terapias têm base científica que comprove o retardamento dessa fase. No entanto, um estilo de vida saudável com medidas simples, como as apontadas acima, podem fazer a diferença e proporcionar melhor saúde e bem-estar.

 

Fonte: http://vidasaudavel.powerminas.com/alimentacao-do-idoso/


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